O Mestrado Profissional em História das Populações Amazônicas – PPGHispam da Universidade Federal do Tocantins Campus de Porto Nacional, vinculado ao Curso de Licenciatura em História a nível stricto Sensu assim como os demais programas de pós graduação similares, é uma modalidade que prioriza o atendimento aos profissionais de diversos setores que estejam trabalhando na Área de estudo, com o intuito de promover melhor articulação entre universidade e a sociedade. (NIEZER et al., 2015).
Uma das principais características do mestrado profissional a qual consta como quesito de conclusão é o desenvolvimento do produto final e educacional que tem como proposta a integração da teoria e prática gerados a partir da dissertação. Possuem um caráter de aplicabilidade do trabalho desenvolvido como uma forma de compartilhar a pesquisa através de um material educativo, podendo assumir várias configurações. Dito isso, este site de pesquisa que estamos construindo é uma proposta de produto final do trabalho da dissertação HISTORIOGRAFIA DO TOCANTINS E A CONSTRUÇÃO DAS IDENTIDADES: sistematização e divulgação como ferramenta de pesquisa. Busca-se construir uma ferramenta didática e informativa com o intuito de proporcionar uma integração do acesso, conhecimento e valorização da história, identidade e historiografia do Tocantins, voltada para o público em geral mas principalmente para alunos e professores das diferentes redes de ensino do estado tocantinense.
INTRODUÇÃO
A criação do Estado do Tocantins foi resultado do(s) discursos do “atraso” que sustentaram as falas dos movimento(s) separatista(s) do sertão do norte goiano, envolvendo diversas ações e manifestações em benefício da desejada autonomia política, financeira e administrativa. Para efetivação desse “processo” se fez necessário recorrer à natureza do cerrado-amazônico-tocantino e diversas características da região como marco de diferenciação frente ao centro-sul de Goiás. Esses símbolos[1] foram legitimados através do dinâmico processo de formação de identidade, do imaginário e da memória coletiva do Tocantins. Trazendo politicamente pelos seus protagonistas uma tradição inventada (ANJOS, 2017, p.34). Por consequência, a criação do Estado resultou em diversas transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e, sobretudo identitárias, mudando a identidade dessa população como sujeitos dessa transformação.
Nos últimos anos, desde a emancipação do Estado, mais precisamente a partir da década de 1990 até o momento, muitos trabalhos de história foram produzidos sobre o recém-criado estado tocantinense. Muitos autores e principalmente, historiadores/as se propuseram a transformar essas experiências do passado em história e as produções historiográficas se intensificaram na tentativa de melhor compreender a experiência histórica dessa população. Junto a esses autores/as temos como propósito deste estudo, pesquisar a historiografia do Estado do Tocantins para identificar nessas produções das últimas três décadas 1990 a 2021, de que maneira a identidade foi construída e de que forma se tentou dar sentido ao passado para o povo tocantinense.
[1]Símbolos Oficiais através da Lei n° 92/89; Lei n° 94/89; Lei n° 977/98 (Selos Estaduais; Brasão de armas do tocantins; Hinos; Bandeira;) Símbolos da natureza através da Lei n° 915/97 (o girassol, a fava-de-bolota, a arara-canindé, a rolinha-fogo-apagou e a granada. Disponível em: <http://www.al.to.gov.br/legislacaoEstadual>.
Mestranda: Walkeny Izidio Soares Macêdo
Orientadora: Temis Gomes Parente
Entre em contato pelo e-mail historiografiadotoca@gmail.com
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