No dia 10 de junho de 1981, nascia na cidade de Boa Vista-RR, Érica Patrícia Rodrigues Figueiredo. Ela é formada em Comunicação Social e Jornalismo pela UFRR além de possuir o curso técnico do Magistério. Ela é solteira atualmente, porém, já foi casada e tem 3 filhas, as quais moram com ela. Erica é indigena e descendente da etnia Wapixana, pois seu pai é Wapixana. A mãe de Erica é da região nordeste do Brasil.
Quando criança seu sonho era trabalhar com música e teatro, tinha então, a alma de artista. No decorrer da infância lhe chamava a atenção as reportagens relacionadas a guerra e gostaria de ser correspondente de guerra (fazer cobertura). Para alguns de seus conhecidos, ela não conseguiu realizar a cobertura de guerra, mas uma cobertura de um outro conflito, que é a imigração dos venezuelanos para o estado de Roraima.
Atualmente Érica é servidora pública (professora) e também exerce a função de repórter especial de rede que trabalha como correspondente da TV globo como também da Globonews (canal fechado). Segundo ela, cada uma de suas profissões tem características diferentes. Para Érica, ser professora é algo estimulante que traz o sentimento de dever cumprido e também é bem difícil pois, nem sempre a realidade é ideal. Para ela, é gratificante ver seus alunos formados, demostrando respeito e lembrando dela como professora, apesar de não ser uma profissão que a sociedade valoriza muito. Em relação ao jornalismo, a coisa é totalmente diferente, pois, a sociedade ve o repórter, o jornalista como artista, talvez por causa do glamour que a televisão inspira. Na verdade, um jornalista é alguém que conta histórias da realidade e muitas histórias não tem nenhum glamour. Contudo, Erica considera esse também é um trabalho bem gratificante pelo fato de os jornalistas terem de estar sempre bem informados, correndo atrás de fatos que devem ser mostrados, além de, por meio do trabalho, poder conhecer novo lugares e pessoas de diferentes classes sociais.
Erica observa que a profissão de repórter jornalística lhe trouxe um reconhecimento social, bem como, fez com que Roraima se tornasse conhecido em outras partes do país por conta de seu trabalho, da forma como ela traz as noticias e informações sobre os acontecimentos de Roraima.
Segundo Érica, ser mulher não necessariamente lhe prejudicou em sua carreira profissional, pois diante das dificuldades, persistiu, e mostrou ser capaz e assim obter sucesso e conquistas. Para ela a mulher está mais ativa no campo profissional, porém no campo político ainda precisa avançar.
Mesmo com todas as conquistas que a mulher tem protagonizado na história, em sua opinião, a mulher ainda é vista de maneira diferente na sociedade. A mulher cabe um papel de dona de casa e ao homem, não se cobra essa característica. Na sua opinião, é necessária uma mudança na forma como são categorizados os homens e as mulheres em relação aos serviços domésticos até porque, não pode ainda haver a divisão entre trabalho para mulheres e trabalho para homens. A mulher ainda é vista através de estigmas, sendo os homens menos cobrados por comportamentos e atitudes.
Assim como a maioria das pessoas tem dificuldades em suas trajetórias, Erica também teve, principalmente no campo profissional pois, para realizar determinadas matérias jornalísticas, é necessário enfrentar o desconhecido. No entanto, se hoje tivesse que recomeçar, escolheria a mesma profissão de repórter porque mexe bastante com as emoções, com o inusitado. Ela gosta de fazer as reportagens que mostram Roraima para o Brasil, acredita que isso é importante para si como aquela que veicula essas reportagens e vê, em seu trabalho, algo importante socialmente.
Para conciliar a vida profissional com a vida pessoal, Erica tem que se desdobrar de várias formas e sim, vê dificuldades nessa relação até porque, ela faz tudo sozinha. Como suas filhas são adolescentes é ela que tem que tomar conta de todas as atividades relacionadas a elas assim como tem que organizar a rotina doméstica e horários de trabalho. Sendo jornalista, ela tem que fazer as matérias, entradas ao vivo e além disso, trabalha como coordenadora em uma escola estadual no horário noturno.
Durante sua vida existiram várias pessoas na qual ela tirou um aprendizado. Por isso acredita que cada uma deixa sua marca e que nós fazemos o mesmo. Ela se espelha também em Jesus e que a cada dia tenta ser melhor.
Os momentos mais marcantes em sua vida foi o nascimento de suas filhas, para quais ela deseja que sejam humildes, felizes, que se amem, lutem pelos seus objetivos e sejam respeitosas. Já em sua vida profissional, o que mais lhe marcou é ter independência financeira, ter conhecido diversas pessoas e lugares e ter sido aprovada em concurso público.
Uma mensagem deixada por ela diz que: devemos refletir o que queremos para o futuro, quais os objetivos, onde se quer chegar, o que precisa fazer para chegar e ter consciência que não precisa atropelar ninguém e acreditar em si mesmo.
Escrita por João Paulo Morais Gomes e Fernando Henrique Pires da Silva
Orientadora: Rutemara Florencio