Os Prelúdios de Chopin
em diferentes estilos de interpretação
Os Prelúdios de Chopin
em diferentes estilos de interpretação
MAURIZIO POLLINI - 1974
TRANSPARENTE E CRISTALINO
Gravado em 1974, no Herkulessaal da Residenz de Munique, para lançamento em LP em 1975.
Aqui tudo aparece com clareza: as linhas são limpas, a respiração é firme, nos revelando a arquitetura do conjunto. A música tem uma luz fria que, aos poucos, se aquece. Há uma tensão por baixo da superfície, o que nos prende a atenção. É uma leitura apolínea, que dá ao ouvinte a sensação de caminhar por uma galeria bem iluminada, onde cada quadro pode ser admirado com nitidez. Não por acaso, este registro é frequentemente tratado como a referência, quando se quer apontar uma única gravação dos Prelúdios de Chopin.
SAMSON FRANÇOIS - 1959
INTIMISTA, CONFIDENCIAL
Gravado em 1959 na Salle Wagram, Paris, para o selo EMI; o LP circulou no começo dos anos 1960 e voltou em inúmeras reedições.
Sinta-se em uma madrugada parisiense. François é quase febril, íntimo, com um fraseado espontâneo, como se ele nos estivesse contando um segredo, a cada Prelúdio. O resultado combina ousadia com franqueza, e comove pela sinceridade, sem medo de correr riscos com soluções pouco convencionais.
GRIGORY SOKOLOV - 1990
POESIA PURA
Gravado digitalmente ao vivo em 1990, na Salle Adyar, em Paris; lançamento em CD pela Opus 111 e depois reeditado pelo selo Naïve.
Aqui os Prelúdios ganham tempos mais amplos, silêncios conscientemente explorados, com energia e potência grandiloqüentes. A atmosfera do recital captado ao vivo, com plateia, adiciona aquela eletricidade do momento presente, o artista recriando Chopin na hora. Sokolov se permite uma liberdade criativa muito pessoal, o que é fascinante.
CRISTIAN BUDU - 2015
DOMÍNIO JOVIAL
Gravado em 2015, na Salle de Musique, em La Chaux-de-Fonds, Suíça; é o álbum de estreia de Budu, concedido como prêmio pela vitória no Concurso Clara Haskil em 2013; foi lançado pela Claves em 2016.
Budu toca como se conversasse com o ouvinte, como se ele conhecesse Chopin. Há transparência, o toque é mercurial, a respiração da música é elástica o suficuente para deixar tudo fluir naturalmente. É direto quando necessário, e poético quando a música asssim o pede. Não à toa, recebeu elogios entusiasmados da crítica especializada, desde a revista inglesa Gramophone até o super-especilista em Chopin, Jed Distler. Além dos Prelúdios, o disco também inclui Bagatelas de Beethoven, requintadíssimas.
Rafael Fonseca
GUIA DOS CLÁSSICOS
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