Ricciotto Canudo (Gioia del Colle (Itália), 1877 – Paris, 10 de novembro de 1923) foi um teórico e crítico responsável por elaborar o "Manifesto das Sete Artes", no qual passou a considerar o cinema como a sétima arte por compor as artes anteriores como a música para trilha sonora, artes cênicas para dublagem e captura de movimentos, pintura, escultura e arquitetura para o design, e literatura para roteiros.
O cinema, como ferramenta pedagógica, oferece um vasto potencial para enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, principalmente em disciplinas como a Geografia. Ao utilizar filmes ,os professores podem contextualizar teorias e conceitos geográficos, proporcionando aos alunos uma vivência mais próxima da realidade. O cinema permite a exploração de diferentes espaços geográficos, culturas, questões ambientais e sociais de forma visual e envolvente, promovendo uma abordagem mais dinâmica e interativa do conteúdo. Através de cenas que retratam realidades distintas, os alunos são desafiados a refletir sobre a diversidade do mundo, estimulando o pensamento crítico e a compreensão das complexas relações entre o ser humano e o meio ambiente. Dessa forma, o uso do cinema na sala de aula vai além do entretenimento, tornando-se uma poderosa estratégia para tornar o aprendizado de Geografia mais significativo e acessível.
EXEMPLOS DE FILMES A SEREM USADOS NO ENSINO DA GEOGRAFIA
O filme "WALL-E" é uma excelente ferramenta para ser utilizada nas aulas de Geografia, principalmente em temas relacionados ao meio ambiente, sustentabilidade e urbanização. A história do filme, que se passa em um futuro distante onde a Terra foi abandonada devido à poluição e ao desperdício excessivo, essa animação ajuda a trabalhar todos componentes naturais, enfocando como o homem olha o rio, o relevo, as rochas e etc. de forma predatória, como algo que pode ser retirado e esgotado. Quando o recurso se exaure, ele parte para outro lugar e recomeçar esse ciclo.
O filme Central do Brasil (1998), dirigido por Walter Salles, apresenta uma série de elementos que permitem relacioná-lo com as temáticas geográficas, especialmente no contexto brasileiro. A narrativa acompanha a jornada de Dora e Josué, saindo do Rio de Janeiro rumo ao sertão nordestino, o filme dialoga com processos históricos de migração interna, como o êxodo rural, que impulsionou o fluxo de pessoas do campo para os grandes centros urbanos em busca de melhores condições de vida. Contudo, essa busca nem sempre resulta em oportunidades reais, gerando marginalização e reforçando as desigualdades entre as regiões. Além disso, a obra retrata a diversidade das paisagens brasileiras.