Solidão em pedaços, amores quebrados e saudade quase inteira
Solidão em pedaços, amores quebrados e saudade quase inteira
A facada no coração não o matou!!
Mas a punhalada na alma, essa sim, certeira!
Não teve socorro rápido, desfebrilador, aspirina, passe ou reza para quebranto que desse jeito.
Morreu pela vida inteira.
Nem era primavera, aliás era outono, um dos mais mortais que já havia visto. Tudo cinza, pálido, um dia nublado perfeito para momentos infelizes. Mas, eis que, numa hora inexata, num lugar nada oportuno pra taquicardias sentimentais, vejo seu rosto, mais perfeito do que qualquer dia de verão, ou, já que começamos falando de primavera, mais vicejante do que qualquer flor se abrindo. Ouso dizer que até mais atraente do que planta carnívora devorando inseto burro.