Maria Giulia Pinheiro (São Paulo, Brasil, 1990) é doutoranda no programa Discursos: Cultura, História e Sociedade da Universidade de Coimbra (Portugal), onde recebeu bolsa de mérito do 3.º ciclo (2022/2023) pelo desempenho académico. Estudou dramaturgia e direção na Escola Livre de Santo André (Brasil), formou-se jornalista pela Fundação Cásper Líbero (Brasil) e atriz pelo Teatro Escola Célia Helena (Brasil). Especializou-se em Roteiro para TV na Academia Internacional de Cinema (Brasil), em Treinamento Pessoal pela ICC (Brasil), e é pós-graduada em Arte na Educação: teoria e prática pela ECA/USP (Brasil). É artista residente na Biblioteca Municipal de Alcântara - José Dias Coelho desde janeiro de 2023 e colunista do Público Br, caderno do jornal Público. Fundou em 2024 a FALA, associação da qual é Diretora Artística e que passou a representar algumas de suas criações.
Criou, entre outros, A Palavra Mais Bonita (2019–presente), Poetry-up, Stand-poetry ou algo assim entre língua, boca, faca, ação e riso (CCB, 2024) Viemos Roubar os Vossos Maridos (Festival Todos, 2025) e o álbum de spoken word RãCô (2021). Criou e conduz eventos como SLAM no CAM (Fundação Gulbenkian), Todo Mundo Slam (Biblioteca de Alcântara, Slam Camões (Câmara de Coimbra), Ginginha Poética (apresentado na FLIP e FOLIO), Ciranda: Jogo de Palavra Falada e ZONA lê Dramaturgia, este último, parte da programação Discursos do Teatro do Bairro Alto em 2025. Em 2025/26 criou o Laboratório de Confluências, com Gaya de Medeiros, Tales Frey, Joyce Sousa, Okan Kayma e Keli Freitas, a propósito da exposição "Complexo Brasil".
Foi 4.ª colocada na Copa do Mundo de Poetry Slam (França, 2020) representando Portugal, vencedora da 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina (DGArtes, Portugal).
Como artista e pesquisadora, atua entre a poesia falada, a dramaturgia e a performance, com projetos apresentados em Portugal, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Espanha. Autora de seis livros de poesia e dramaturgia, colabora em antologias e revistas literárias. É dramaturga de diversos espetáculos.
Criou e coordena o Núcleo de Dramaturgia Feminista desde 2017, em que leciona sobre dramaturgia a partir da obra de artistas mulheres. Em 2020, estas aulas passaram a ser online, o que atraiu mais de 500 pessoas ao redor do mundo e resultou na publicação de duas antologias, além de três temporadas do podcast de ficção “Corte Perfeito Para”, ambos os projetos com textos escritos a partir de suas aulas. Em 2026, o Núcleo de Dramaturgia Feminista voltará ao presencial, com encontros regulares no espaço Coruchéus - Um Teatro em Cada Bairro.