Gonçalo Antunes, natural de Coimbra (1980), é antropólogo, ilustrador, performer e cenógrafo. Atualmente é o responsável pela Cenografia do SLAM no CAM, uma criação exclusiva da associação FALA Orgânica para a Fundação Gulbenkian, onde ainda faz intervenções sonoras enquanto performer musical. Gonçalo é mestre em Antropologia do Desenvolvimento pelo Goldsmiths College, Universidade de Londres (2005), foi bolseiro de Investigação da FCT entre 2010 e 2015 em projectos de investigação na área da Antropologia, focados em Timor Leste onde realizou trabalho de campo por 3 ocasiões.
Enquanto artista visual, já participou de exposições coletivas em Timor Leste, Irão, Espanha e Portugal.
É autor de dois livros de viagem ilustrados, "Maputo- Maputo: Um regresso na África Austral" e "Malae", onde relata algumas das suas experiências na África Austral e em Timor Leste. Desde 2021, tem vindo a realizar várias performances que exploram o diálogo entre música experimental e palavra falada, como parte do duo OBE e do projecto Fato MAcaco. A título individual, efetuou intervenções sonoras nas mais recentes apresentações do
espetáculo "Alteridade" de Maria Giulia Pinheiro. Em 2024, foi o leitor convidado do Slam Camões, uma criação também de Maria Giulia. Neste, leu durante 8 dias, em eventos mensais, a Os Lusíadas na íntegra, totalizando 11 horas de performance.
Desde 2021, atua como produtor de projetos autorais e de projetos desenvolvidos em parceria com Maria Giulia Pinheiro, com trabalhos nas áreas de performance, poetry slam e teatro. Realizou produções junto à Associação FALA Orgânica em projetos como Slam no Cam, Todo Mundo Slam, Arqueologia de um Amor Contemporâneo, A Palavra Mais Bonita e Alteridade.