15/09/22 às 19h
Salão Assyrio - TMRJ
Praça Marechal Floriano s/n, Cinelândia
(Entrada pelo Boulevard 13 de Maio)
Ingressos a RS10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Ensaio aberto gratuito: 14/09 às 17h
Transmissão no Youtube: 15/10/2022
Salão Assyrio - TMRJ
Praça Marechal Floriano s/n, Cinelândia
(Entrada pelo Boulevard 13 de Maio)
Ingressos a RS10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Ensaio aberto gratuito: 14/09 às 17h
Transmissão no Youtube: 15/10/2022
A “Pequena Missa Solene”, de Gioachino Rossini, é qualquer coisa menos pequena ou solene. Composta em 1863, décadas após suas últimas óperas, a Missa é uma peça que mistura e tem em sua música pitadas de ópera, de música sacra, de música coral e de câmera.
O Coral Ars et Anima é um grupo formado por jovens cantores líricos cariocas que viram suas carreiras serem mandatoriamente interrompidas com o isolamento social. Oriundos das principais universidades de música do estado do Rio e muitos recém ingressados no coro do Theatro Municipal em seu último concurso, os vinte cantores serão acompanhados por um piano e (em substituição ao harmônio originalmente previsto na partitura), um acordeon.
A concepção do concerto pretende aproximar a música clássica do público através de um espetáculo semi-encenado, com recursos não convencionais de iluminação e um jogo de espacialização no Salão Assyrio, um dos mais impressionantes espaços do Rio de Janeiro.
Desta forma, a ideia é evidenciar os artistas e o espaço, explorando outras relações entre o público, a sala e o repertório. Sem isso, o repertório tradicional não se diferencia de uma obra de arte em um museu, ou um artefato arqueológico. Acreditar que a conexão é, portanto, identificação, o projeto busca questionar, sem descaracterizar, essa tradição da experiência de assistir um concerto. Preservando a obra em sua integridade e ao mesmo tempo oferecendo uma nova experiência, tão necessária, para o público, este fresco material artístico e a responsabilidade na promessa desta experiência imersiva fica nas mãos de jovens cantores, diretores e mobilizadores culturais de música de concerto.
A direção musical e regência é de Kaique Stumpf, a direção cênica de Antonio Ventura e a realização do espetáculo da Euterpe Cultural, através dos recursos do Edital Municipal em Cena, promovido pela Fundação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Fundado em 2015, o Coral Ars et Anima inicialmente era formado por amigos entusiastas da música vocal a capella. Com seu primeiro programa "Os caminhos do canto coral" apresentou-se em importantes palcos pela Série Música no Museu.
O grupo se dedica à difusão dos repertórios sacros de todas as épocas e diferentes matrizes religiosas. No seu repertório constam obras de grandes mestres como Palestrina, Victoria, Handel, Mendelssohn, Bach, Mozart, Britten dentre outros, além do constante compromisso em divulgar a produção coral brasileira como a obra de Villa-Lobos, Francisco Mignone, Ronaldo Miranda e Pinto Fonseca.
São princípios do grupo a pluralidade cultural e a formação de plateias. Nos concertos são abordadas questões estilísticas e o contexto histórico das obras, numa perspectiva de história da arte.
Em 2018, tem início uma importante parceria criativa entre o grupo e a Orquestra Barroca da Unirio, tendo colaborado nos concertos Diversidade com a Cantata BWV 131: Aus der Tiefe de Johann Sebastian Bach e no seu Concerto de Natal executando trechos do Messias de G.F Handel além do Moteto Misericordias Domini de W.A Mozart.
Em 2022 realizará, com recursos do Edital Municipal em Cena, a Petite Messe Solennelle, de Gioachino Rossini, no Salão Assyrio, Theatro Municipal.
Coral Ars et Anima
Direção musical e regência: Kaique Stumpf
Piano: Thalyson Rodrigues
Acordeon: Tibor Fittel
Direção cênica: Antonio Ventura
Direção de produção: Júlia Requião
Produção executiva: Ana Clara Miranda
Iluminação: Nina Balbi
Técnicos de luz: Pablo Cardoso e Valdeci Correa
Transmissão audiovisual: Rawziski Registros Musicais (Diogo Gauziski e Isabelle Menegasse)
Fotografia: Ana Clara Miranda
Designer: Astryd Velloso
Comunicação: Luisa Lima
Realização: Euterpe Cultural
Sopranos
Sophia Dornellas
Carolina Morel
Gabriela Meira
Maria Gerk
Mariana Gomes
Tenores
André Cisco
Jessé Bueno
Guilherme Gonnçalves
João Campelo
Edvan Moraes
Contraltos
Erika Heriques
Helena Lopes
Julia Riera
Ivy Szot
Sarah Salotto
Baixos
Calebe Faria
Cristobal Rioseco
Iago Cirino
Paulo Maria
Fernando Lorenzo
Graduado em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atualmente integra a Academia de Regência da OSESP. Participou em masterclasses de importantes regentes, como Arvo Volmer, Claudio Cruz, Daniel Hansson, Marin Alsop e Roberto Tibiriçá.
Fundou o Coral Ars et Anima, com o qual apresenta um repertório que vai do renascimento ao contemporâneo. O conjunto, que tem compromisso com a diversidade, já abordou o tema com um programa no qual celebra a diversidade religiosa como material criativo para compositores de diferentes credos e períodos históricos. Como preparador vocal e regente na Orquestra Barroca da Unirio, atuou em conjunto ao Centro de Música Barroca de Versailles em duas edições da “Semana de Música Barroca”.
Integrou o elenco da Academia de Ópera do Theatro São Pedro nas montagens de “La Clemenza di Tito” e “Em Família”. Entre os anos de 2015 e 2019, regeu diversas montagens para alunos da rede municipal de educação do Rio no projeto “A Escola vai à Ópera”, dentre elas a estreia mundial de “A Nova Roupa do Imperador”, de Sven Kristersson. No mesmo ano foi regente assistente e cantor nas montagens de “Máscaras” de Guilherme Bernstein e “Gianni Schicchi” de Giacomo Puccini, no projeto Ópera na Unirio e com o Ópera Studio UFRJ, na direção musical de “O Gato de Botas”, de Xavier Montsalvatge.
Formado em Direção Teatral pela UFRJ, tem a ópera e dramaturgos canônicos como foco de trabalho. Dirigiu e traduziu “O estupro de Lucrécia” (2016, Mostras Bosque Puc-Rio e Satyrianas) e “Romeu e Julieta” (2018, Teatro Municipal Maria Clara Machado), ambos de Shakespeare; e foi o diretor cênico das óperas “Suor Angelica”, de Puccini (Associação de Canto Coral, 2019) e “O gato de botas”, de Montsalvatge (Opera Studio UFRJ, 2019). Trabalhou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro nas funções de estagiário ― ópera “Faust”, de Gounod (direção cênica de André Heller-Lopes) ― e de assistente de direção ― óperas “Orphée”, de Philip Glass (direção cênica de Felipe Hirsch) e “Eugene Onegin", de Tchaikovsky (direção cênica de André Heller-Lopes). Desde 2020, dirige “Valsa n°6”, de Nelson Rodrigues, apresentada em versão on-line neste mesmo ano através do Edital Cultura Presente nas Redes e, já em 2021, em temporada e presencial no Teatro Laura Alvim.
Em 2021, dirigiu também a web-série “Corações remotos”, realizada remotamente e baseada em cenas de Shakespeare, com passagem pelo Festival Ecrã de Cinema. Em 2022, retorna ao TMRJ como diretor cênico em "Il Pigmalione", de Donizetti, parte do edital de ocupação Municipal em Cena; e como assistente de direção em “Don Giovanni”, de Mozart (direção cênica de André Heller-Lopes).
Aos 29 anos, Júlia é produtora cultural, bacharel em Canto pela UNIRIO e técnica de iluminação cênica formada pelo IATEC. Participou do I Programa Gestores da Sala Cecília Meireles em 2021 e já trabalhou em diversas produções de concertos e óperas, em espaços como os Theatros Municipais do Rio de Janeiro, Niterói e Cidade das Artes (RJ), atuando na elaboração e produção executiva dos espetáculos e de contrapartidas educativas, e tem experiência com aprovação de projetos em mecanismos fiscais e elaboração de projetos para editais públicos e privados.
Foi produtora executiva na Dellarte Soluções Culturais, atuando na elaboração de projetos e na produção artística do Festival de Inverno de Petrópolis (2020 e 2021), em formatos online e presencial, além de ter produzido, nos quatro anos de sua graduação em canto, a Orquestra Barroca da Unirio, dirigida pela flautista Laura Ronai.
Atualmente é produtora da Orquestra do Theatro São Pedro (SP), atuando na produção da Temporada de Óperas em títulos como I Capuleti e i Montecchi (Bellini - Antonio Araujo), West Side Story (Bernstein - Moeller&Botelho), Ópera dos Três Vinténs (Weill - Direção Alexandre Dal Farra) e no fim do ano produzirá Ariadne auf Naxos (Strauss - Pablo Maritano). Em 2022 também dirige a produção de três apresentações vencedoras do edital Municipal em Cena: a ópera Il Pigmalione, a missa Petite Messe Solennelle e o concerto Vertentes Modernistas: 100 anos da Semana de 22.