A Psicologia Histórico-Cultural vem sendo cada vez mais reconhecida como uma perspectiva de atuação em Psicologia que perpassa os fazeres clínicos e psicossociais, considerando que o sujeito não pode ser interpretado de maneira desvinculada de seu contexto imediato de vida. Assim, compreender nossas relações sociais e familiares, a cultura na qual estamos imersos e nossa história de vida, são fundamentais também para a compreensão dos processos de adoecimento psíquico.
Neste processo, considerar o sujeito em seu contexto de vida envolve também analisar os marcadores sociais que posicionam este sujeito no mundo. Uma saúde mental crítica requer o reconhecimento das questões de gênero, os atravessamentos dos fatores étnico-raciais, as exigências de produtividade na sociedade capitalista e a investigação de como os modos de ser e estar no mundo contemporâneo podem ser adoecedores para cada um de nós.
(L. S. Vigotski)