O Lixo eletrônico(e-lixo) e a contaminação do Meio Ambiente infelizmente estão interligados, devido principalmente ao descarte incorreto do e-lixo em ambientes - o lixo comum, por exemplo, é misturado com o lixo eletrônico muitas das vezes nesses locais-, que não deveriam receber esses tipos de componentes.
Além disso, o aumento significativo das tecnologias de informação e comunicação(TIC) no mundo e o encurtamento do tempo de vida útil destes componentes tecnológicos, acabam gerando, atualmente, grandes consequências como a propagação elevada de volume de resíduos eletroeletrônicos.
Os computadores, tablets, notebooks, celulares, dentre outros aparelhos são considerados lixo eletrônico e necessitam fortemente de um procedimento de descarte diferenciado. Isso porque quando esses componentes são jogados fora de maneira inadequada pode ser prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública.
Recentemente, o relatório The Global E-Waste Monitor 2020, divulgou que o Brasil tornou-se o 5° país o qual mais produz resíduos eletroeletrônicos no mundo, Os dados mostram que foram cerca de 2,1 milhões de toneladas de e-lixo, ou seja, aproximadamente 10,2 Kg por habitante apenas no ano de 2020.
No processo de fabricação desses aparelhos são usados vários materiais químicos, o plástico, borracha, ferro, cobre, chumbo e o alumínio, são exemplos. Se tem uma grande quantidade de elementos químicos e, além desse fato de que alguns dispositivos eletrônicos são tóxicos e prejudicam o meio ambiente e à população, temos ainda a questão a qual é muito importante a sociedade saber que alguns desses materiais demoram centenas de anos para se decompor, aliás, quando são jogados na natureza, podem sem sombra de dúvidas contaminar os rios, os animais que lá vivem e, além claro de por sequência, atingir os seres humanos.
É evidente que o e-lixo causa diversos danos ambientais, sobretudo a contaminação por metais pesados, os prejuízos na saúde da população e a redução do tempo de vida dos aterros. Sendo assim, enfrentar os problemas causados pelos resíduos eletrônicos tornou-se um dos principais tópicos quando se trata da construção de uma sociedade justa do ponto de vista social e ambiental.
A composição de componentes com grandes quantidades de elementos que demoram muito para se decompor naturalmente (como o vidro e o plástico): A redução do tempo de vida útil dos aterros sanitários acontece bastante, pois esses resíduos eletrônicos são jogados em aterros sanitários, gerando aumento no volume do lixo local e reduzindo o tempo de vida útil, além de produzir ainda mais impacto ambiental no mundo.
Exemplos de eletrônicos: computadores e smartphones.
Um dos principais danos ambientais causados pelo lixo eletrônico ao meio ambiente, é a contaminação por metais pesados. Trata-se de substâncias com grandes números de poluentes o qual afetam tanto a qualidade do solo quanto da água, assim como dos rios e dos lençóis freáticos.
Exemplos de eletrônicos: As placas e outros circuitos eletrônicos de equipamentos contém uma quantidade considerável de metais pesados.
Especificamente componentes como o chumbo, mercúrio e cádmio.
Os danos à saúde pública, embora não seja uma consequência ambiental por si só, esse problema está diretamente relacionado ao descarte incorreto do lixo eletrônico, pois a poluição do descarte incorreto pode causar danos à saúde das pessoas que vivem próximas a aterros ou que vivem da separação dos resíduos destinados aos mesmos.
Em conclusão, é importante a destinação correta do lixo eletrônico para que assim os riscos ao meio ambiente, à biodiversidade e à saúde das pessoas não aconteçam e não gerem custos sociais e econômicos. E para evitar esses problemas, temos que investir cada vez mais no descarte adequado, além de programas de reciclagem que impulsionem as pessoas e instituições que estão ligadas a esses aparelhos eletrônicos.
De acordo com uma pesquisa de 2020 das Nações Unidas, mais de 53 milhões de toneladas de equipamentos elétricos e eletrônicos são descartados globalmente a cada ano. No Brasil, a logística reversa existe desde o início de 2020, o que incentivou o aumento dos pontos de recolhimento de lixo eletrônico. Esses pontos aumentaram de 70 para mais de 3.100. O Governo Federal tem como meta 5.000 pontos até 2025.
Veja mais em: Agência Brasil, The Global E-Waste Monitor 2020, SoloTudo, Ecotronics e Tech Trash Brasil