Artículo escrito por Jose Rodríguez Gómez, militante de ISCA!
Sobre a necessidade da luita pola libertaçom nacional galega
Na Galiza, como naçom oprimida polo Estado espanhol, um regime irreformável, a forma em que as comunistas contribuímos à construçom da sociedade sem classes é necesariamente através dumha praxe independentista que faga das classes populares, com a classe obreira à frente, o sujeito de transformaçom.
A contradiçom nacional é a contradiçom principal, sem deixar de conter antagonismos de classe no seu interior, polo que a classe obreira nom se deve diluir como sujeito, senom situar-se à frente do movimento nacional-popular galego e as suas alianças de classes.
Ao mesmo tempo, também devemos desbotar aquelas apelaçons a umha «luita de classes pura», dissociada do nosso marco nacional, que rechaça as expressons de massas do campo soberanista e popular, assim como o próprio processo de libertaçom nacional como via cara ao socialismo.
Estas som as conclusons às que chegou o movimento soberanista galego que desde o franquismo conjuga luita social, da mão do marxismo, e luita nacional, construíndo um entramado de organizaçons e iniciativas para acumular poder popular de cara à emancipaçom do nosso povo. A mocidade organizada em Isca! reconhecemo-nos nessa fonte e queremos seguir anovando umha teoria e umha praxe que nos achegue efectivamente à ruptura com o capitalismo.
É por isso que também acreditamos na luita organizada em chave independentista desde o Berzo, território irredento e protagonista de numerosas luitas obreiras das que temos a missom de nos nutrir para avançarmos no processo revolucionário de empancipaçom do nosso país e da nossa classe.
Hoje, ante a subordinaçom da vida ao trabalho assalariado, o desastre ecológico, o horizonte de guerra imperialista e a imposiçom do género, existe a necessidade urgente dumha alternativa de liberdade. Queremos colocar a nossa energia e capacidade colectiva ao serviço do enriquecimento teórico do nosso movimento, bebendo das fontes do marxismo e entrelaçando-as com novas perspectivas em matéria de feminismo, luita LGBT e ecologismo. Dotando-nos das ferramentas formativas no presente pretendemos contribuir, juntas, ao horizonte comunista.
Organizamo-nos porque sabemos que a organizaçom colectiva é a clave da vitória!