08 de Abril de 2021
Autor: Equipe EG Digital Solutions
O que aprender com a Greve dos Apps?
Desde o início da pandemia, em 2020, trabalhadores de aplicativos que já eram vitais entraram no foco da crise. Setores da economia pararam e, devido ao #Fiqueemcasa, serviços de entrega de comida representados em sua maioria pelos aplicativos iFood, Rappi e Uber Eats só registraram expansão.
No entanto, a pandemia expôs baixas remunerações, longas jornadas e o desemprego causou a adesão de pessoas extremamente qualificadas como entregadores. Aproximadamente 9% dos entregadores com nível superior afirmaram ter sido afastados de seus empregos principais em 2020.
A demanda por melhores condições, a previsão de novos lockdowns fez com que a classe de entregadores exigisse melhorias na qualidade de serviço, 57% dos entrevistados em uma matéria da BBC por exemplo afirmaram não ter recebido nenhuma orientação ou apoio sobre riscos de contaminação com COVID. E as primeiras chamadas greves de APPS começaram a surgir, com a última, em nível nacional no último dia 17 de Março.
Do ponto de vista tecnológico, os aplicativos se defenderam das acusações demonstrando relatórios gerenciais com dados colhidos da conta de todos os entregadores, em que a maioria tem recebido R$ 19,00 por hora, um valor maior que o salário-mínimo brasileiro. No entanto as últimas greves chamaram a atenção do público.
A lição social que fica para o desenvolvimento de Apps é que a questão trabalhista será cada vez mais importante. De certa forma, é uma vantagem para empresas que estão desenvolvendo neste instante suas ideias de aplicativos, para já iniciarem da forma correta.