13 de Julho de 2021
Autor: Equipe EG Digital Solutions
Manoush Zomordi, uma jornalista norte-americana, fez um paralelo entre o tempo que passou empurrando o seu bebê no carrinho pelas ruas do bairro, e o quanto isso a afastou da quantidade interminável de tarefas que tinha com relação ao seu trabalho – incluindo visitas a zonas de guerra e acidentes aéreos.
A Jornalista descobriu que o “frenesi do trabalho” estava a impedindo de ser criativa, pois durante aqueles passeios “entediantes” com seu bebê surgiram ideias que, aplicadas como negócio, trouxeram muito sucesso e realização pessoal: hoje ela possui um dos podcasts mais influentes dos Estados Unidos.
Ao fazer um estudo mais profundo com médicos, neurologistas e especialistas em TI, a Sra. Zomordi reparou que as pessoas mudam o foco de atenção a cada 45 segundos hoje em dia (há alguns anos esse tempo era de 3 minutos).
Neurologistas explicaram que quando envolvemos nosso cérebro nessa quantidade interminável de tarefas, não permitimos momentos de tédio que são, na verdade, momentos em que nosso cérebro explora “conexões e caminhos diferentes”, dando abertura para a criatividade.
A jornalista convocou 20.000 seguidores de seu podcast para um experimento que eliminou o “frenesi” pedindo que evitassem por uma semana checar o tempo todo seus celulares. Passada a ansiedade inicial dos participantes (momento mais difícil), diversos deles demonstraram sentir maior sensação de descanso, uma necessidade maior de atividades esportivas ou criativas e até de melhora no sono.
Neurologicamente, o cérebro não tem capacidade nem combustível para realização de tantas tarefas simultâneas. A cada mudança de foco consumimos nutrientes que seriam mais bem aproveitados ao realizar tarefas de forma mais linear, e passarmos a escolhermos como conduziremos tudo que compete pela nossa atenção no dia a dia.
Se isso te interessou, veja a palestra da Sra. Manoush Zomordi completa aqui.