07 de Dezembro de 2021
Autor: Equipe EG Digital Solutions
Não queremos fazer teoria da conspiração, nem levantar falsas suspeitas; apenas analisar a saída do CEO do Twitter e seu fundador – Jack Dorsey – de um ponto de vista mais humano da situação. Semana passada o fundador do Twitter avisou que estava saindo do comando da empresa por decisão própria. Do outro lado da questão, no universo dos grandes fundos investidores – que detém grande parte do Twitter - sua saída já era solicitada desde o ano passado.
A saída parece resultado da aquisição de mais de US$ 1 bilhão em ações da rede pelo grupo Elliott, famoso por controlar empresas ao ponto de pressionar por mudanças em suas lideranças. Além disso, o fundo é ligado ao Partido Republicano através de seu líder, Paul Singer.
O Twitter é uma das redes que deu menos retorno para os investidores, a rede social valorizou aproximadamente 8% nos últimos 5 anos, enquanto o Facebook atingiu 40% (dados do portal G1). Mesmo assim, o lucro operacional do Twitter em 2020 foi de US$ 366 milhões. A linguagem, no mundo das grandes empresas de Tecnologia, é a do retorno de investimento: “o quanto uma empresa devolve de dinheiro em determinado tempo”, e o Twitter tem ficado pra trás.
No mundo da tecnologia, o Twitter é conhecido por encerrar o VINE em 2016 – um produto que oferecia vídeos curtos – que hoje é uma formatos mais produzidos e consumidos por usuários de redes sociais como o TikTok (que tem mais de 1 bilhão de usuários), Instagram e Youtube.
Se no universo dos grandes investimentos a saída do CEO do Twitter parece justificável, do lado humano isso gera um questionamento. Jack Dorsey ainda é um dos homens mais ricos do planeta, detém outras empresas e ficou conhecido por criar polêmicas: como usar parte de seu tempo fazendo Yoga, cursos de moda e chamar a atenção para a África.
Além disso, é reconhecido por defender fortemente a experiência do consumidor e uma rede social onde todos tenham autonomia sobre o que declaram. Uma prova disso é que o formato de liderança acionária do Twitter não permitia a ele total controle do negócio em qualquer situação (caso contrário ao de redes como o Facebook, por exemplo, onde Mark Zuckerberg sempre terá o controle total, não importando mudanças acionárias).
Se acionistas, usuários da rede e consumidores são pessoas, e em um momento em que saúde mental é algo tão evidente, fica aqui uma reflexão: Onde traçamos uma linha entre incentivar comportamentos positivos e a liberdade de expressão e o lucro? Até a próxima.