Entre todas as missões que aproximaram e engajaram os integrantes da Equipe K, a de Recife talvez seja a principal culpada. Eventos como "A Noite da Carne" não parecem exatamente o tipo de manifestação que ressoa aos olhos da Ordem, não fosse o envolvimento de figuras importantes do ocultismo ligadas ao caso.
A "festividade" prometia uma experiência erótica extrema: cinco dias de festa em um rancho opulento e isolado, para o qual apenas convidados seriam bem-vindos. O local foi construído há poucos meses por uma filial da Construtora Opspor, de São Paulo, e o grande investidor do evento era Sebastião Mirante, um famoso pianista de renome nacional, que se apresentaria ao longo dos cinco dias de evento ao lado de outros músicos de sua confiança. Isso seria comum se o pianista não fosse um alvo da Ordem por promover outras festas igualmente carnais e perigosas em sua mansão em Pernambuco.
Então, a Equipe K foi enviada para se infiltrar no lugar, tomando a identidade de um casal poliamoroso de turistas interessados em adentrar o mundo da alta sociedade artística.
No primeiro dia, descobriram que parte do evento era presenciar o fenômeno conhecido como Lua de Sangue, que aconteceria naquela noite e, supostamente, daria início aos trabalhos.
Enquanto os convidados se aproximavam da área externa, a equipe de agentes conseguiu acessar os andares superiores e descobriu que, atrás das cortinas do mezanino, estavam escondidas poderosas armas de fogo, carregadas e prontas para atirar. Talvez a música fosse capaz de abafar o som do massacre, mas o pianista não parecia muito preocupado em manter a discrição. Junto aos equipamentos da banda, havia mantimentos, trajes táticos e anotações, como se eles estivessem prestes a enfrentar uma expedição após completarem o "sacrifício" planejado ali.
Tornando as armas inoperáveis e incapacitando o grupo de músicos com facilidade, a Equipe K deu fim ao show antes da aguardada Lua de Sangue. Enquanto fugiam com os cultistas rendidos em uma caminhonete, os agentes conseguiam ouvir a festa dando continuidade enquanto ainda estavam há longos quilômetros de distância, se arrependendo de não terem aproveitado mais.