É o câncer de boca afeta os lábios e o interior da cavidade oral. Dentro da boca devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua. O câncer do lábio é mais comum em pessoas brancas e ocorre mais frequentemente no lábio inferior. A estimativa de novos casos de câncer de boca para 2018, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é de 14,7 mil, sendo 11,2 mil homens e 3,5 mil mulheres.
ATENÇÃO: As informações existentes nesta página pretendem apoiar conhecimento e pesquisa sobre o câncer de boca, mas não substitui, em nenhuma hipótese, consulta com o profissional de saúde (médico ou dentista). Se tiver qualquer sintoma, procure sempre uma avaliação com um profissional de sua confiança.
O câncer de boca acomete mais os homens acima dos 40 anos. Um pequeno grupo de pacientes mais jovens, não tabagistas e não alcóolicos, pode desenvolver a doença. Pesquisas têm buscado respostas na biologia-molecular para a incidência neste grupo. Porém, ainda não há resposta sobre o assunto. É uma doença que pode ser prevenida de forma simples, desde que seja dada ênfase à promoção à saúde, ao aumento do acesso aos serviços de saúde e ao diagnóstico precoce.
A PREVENÇÃO AO CÂNCER DE BOCA COMEÇA PELO DENTISTA
Abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, dieta rica em alimentos saudáveis, boa higiene oral, e outras atitudes como estas, diminuem as chances de desenvolver a maioria das doenças malignas, inclusive os tumores na boca, que são os mais comuns tipos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevenção pode ajudar a reduzir a incidência de câncer em até 25% até 2025.
Os principais sinais que devem ser observados são:
lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias;
manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa jugal (bochecha);
nódulos (caroços) no pescoço;
rouquidão persistente;
Nos casos mais avançados observam-se os seguintes sintomas:
Dificuldade de mastigação e de engolir.
Dificuldade na fala.
Sensação de que há algo preso na garganta.
Diante de alguma lesão que não cicatrize em um prazo máximo de 15 dias, deve-se procurar um profissional de saúde (médico ou dentista) para a realização do exame completo da boca. A visita periódica ao dentista favorece o diagnóstico precoce do câncer de boca, porque é possível identificar lesões suspeitas. Pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) devem ter cuidado redobrado.
Se diagnosticado no início e tratado da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de câncer (80% deles) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia oncológica e/ou radioterapia. A avaliação médica, conforme cada caso, vai decidir qual melhor forma de tratamento.
Os dois métodos podem ser usados de forma isolada ou associada. As duas técnicas têm bons resultados nas lesões iniciais e a indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais que possam ser provocadas pelo tratamento. As lesões iniciais são aquelas restritas ao local de origem.
Não há evidências científicas de que o autoexame seja efetivo como medida preventiva contra o câncer de boca. A população em geral tem dificuldade em diferenciar lesões potencialmente malignas de áreas anatômicas normais. Assim, corre o risco de negligenciar as lesões potencialmente perigosas, que podem levar ao diagnóstico tardio da doença.
IMPORTANTE: Em relação à detecção precoce, é imprescindível estar atento ao surgimento de qualquer sinal de alerta. Lesões que não cicatrizam após 15 dias devem ser investigadas por um profissional de saúde.
Em 2016, foi sancionada a Lei nº 13.230/2015 que Institui a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal. Realizado anualmente na primeira semana de novembro, o evento tem como objetivos:
Estimular ações preventivas e campanhas educativas relacionadas ao câncer bucal.
Promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral aos portadores de câncer bucal.
Apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol do controle do câncer bucal.
Difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer bucal.
A Lei foi proposta pelo então deputado Dr. Grilo (SD/MG) em 2012 e após tramitação e aprovação no Congresso Nacional foi sancionada no final de 2015.
O câncer de boca ou bucal é o câncer que afeta lábios e o interior da cavidade oral.