São as linguagens do insconsciente: tontura, aperto, arrepio, calafrio...
Enquanto sua mente debate ideias, o corpo já está sinalizando o que é real.
O corpo se contrai diante do que fere e se expande diante do que nutre.
O corpo não é apenas a casa da mente, é seu espelho mais fiel.
O corpo esculpe defesas invisíveis: camadas de tensão que guardam a raiva engolida, a dor que ninguém viu e o medo que nunca encontrou voz.
O corpo guarda memórias que não passam pela mente.
A neurociência do trauma chama isso de memória implícita.
Ela vive na amígdala, no tronco encefálico, no sistema nervoso autônomo.
Por isso, você pode se sentir inseguro, mesmo sem motivo aparente.
A mente esquece. Mas o corpo lembra.
Na filosofia indiana, as nossas emoções reprimidas se associam a chacras específicos:
O medo paralisa o primeiro chacra (muladhara), minando a sensação de segurança e estabilidade;
A culpa intoxica o segundo chacra (swadhistana), desconectando-nos do prazer e da criatividade;
A mágoa fecha o quarto chacra (anahata), impedindo o amor de entrar e sair.
Fomos educados a duvidar do sentir. A valorizar a lógica, o argumento, a razão.
Mas e se o sentir for nossa inteligência mais sofisticada?
Expandir a consciência é isso: libertar-se do campo mental como única via de verdade.
E reconhecer que o corpo é uma extensão da alma - e não um obstáculo a ela.
A mente que tenta se comprender isolada do corpo entra na ilusão de que já sabe tudo.
Mas sem a escuta do corpo, o autoconhecimento é só teoria. É no corpo que a verdade se revela antes de virar discurso.
Todo conflito psíquico também se manifesta no físico.
Sentir, verdadeiramente sentir, exige coragem.
Coragem de não controlar, de não explicar, de não fugir. Mesmo quando dói.
Se acolher é o único caminho capaz de liberar padrões e desconfortos que nem sabemos de onde vêm.
Na próxima vez que doer, não fuja...
Respire!
Deixe o corpo falar.