Porque é ele quem morre quando você muda.
O desconforto que surge quando a alma quer expandir é o ego resistindo.
Na tentativa de preservar a identidade em que você acredita, o ego ergue muros de crenças e memórias, tentando conter a mudança que a vida pede.
É o choque entre o velho conhecido e o novo possível.
O cérebro busca previsibilidade.
Segundo a neurociência, repetimos padrões para economizar energia e evitar riscos.
O sistema nervoso, condicionado por traumas e medos, aprende a ver mudança como ameaça.
Por isso, a liberdade pode parecer perigosa para uma mente que só aprendeu a sobreviver.
Quando a mudança se aproxima, o apego ao conhecido se intensifica.
Isso é a “familiaridade do sofrimento“: escolher a dor que já entendemos ao invés da liberdade que não conhecemos.
A alma deseja expandir. Enquanto o ego quer manter tudo igual.
O chamado, no entanto, não se cala.
Ele ecoa em encontros que não cabem mais, em silêncios que pesam.
Ignorá-lo é como tentar conter um rio com as mãos. Cedo ou tarde, a correnteza encontra seu caminho.
“A morte do ego é o nascimento do verdadeiro ser. O fim da ilusão é o despertar.” (Eckhart Tolle)
Transformar-se é deixar morrer o que já não nutre. Hábitos, histórias, vínculos, máscaras.
Esse é um luto silencioso, que atravessa resistência, tristeza e aceitação.
Mas a cada camada deixada para trás, mais leveza, clareza e potência se instalam, abrindo espaço para uma vida mais coerente.
Nessas travessias, só uma coisa te ancora: presença!
Respirar com consciência.
Silenciar.
Reservar tempo para apenas ser.
É isso que sustenta a coragem de atravessar mudanças.