Cervicalgia. O que é?
A cervicalgia é o termo utilizado para definir dor na região cervical, ou seja, dor localizada no pescoço, sendo uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns na prática clínica e nos atendimentos em massoterapia. Ela pode ocorrer de forma aguda, subaguda ou crônica, dependendo da duração dos sintomas, e pode estar associada a rigidez, limitação de movimento e desconforto, afetando a qualidade de vida e as atividades diárias do paciente.
A região cervical é altamente móvel, suportando o peso da cabeça e permitindo movimentos em várias direções, o que a torna vulnerável a sobrecargas, má postura e tensões musculares. Entre as principais causas de cervicalgia, podemos citar a má postura prolongada (como uso excessivo de celular e computador), estresse emocional, esforços repetitivos, traumas como o “efeito chicote” em acidentes de carro, além de alterações degenerativas como artrose cervical e protrusões discais.
Os sintomas da cervicalgia podem variar de dor leve a intensa, podendo ser em queimação, sensação de peso ou tensão, e podem irradiar para os ombros, parte superior das costas e até para os braços, dependendo do comprometimento das estruturas cervicais e nervosas. Em alguns casos, a cervicalgia pode vir acompanhada de dores de cabeça tensionais, tonturas, sensação de formigamento ou dormência nos membros superiores, quando há compressão de raízes nervosas.
Do ponto de vista anatômico e funcional, vários músculos podem estar envolvidos na cervicalgia, como o trapézio, os escalenos, o elevador da escápula, os músculos suboccipitais e o esternocleidomastoideo, que podem apresentar pontos gatilhos (trigger points) dolorosos, tensão aumentada e encurtamentos, contribuindo para a dor e limitação dos movimentos cervicais. Além disso, alterações nos discos intervertebrais e nas articulações facetárias podem gerar processos inflamatórios locais, aumentando o quadro doloroso.
A avaliação da cervicalgia deve incluir a observação da postura do paciente, a análise da amplitude de movimento da coluna cervical, palpação dos músculos e articulações cervicais, verificação de pontos de dor referida, avaliação de sinais neurológicos quando houver irradiação, além da investigação de hábitos de vida e ergonomia no trabalho ou atividades diárias.
O tratamento da cervicalgia envolve a identificação e correção dos fatores causais, sendo essencial a educação postural do paciente, orientações ergonômicas e a realização de técnicas específicas para alívio da dor e restauração da função. A massoterapia clínica atua de forma significativa no alívio da cervicalgia, utilizando técnicas como liberação miofascial, terapia de pontos gatilho, alongamentos passivos, massagem relaxante e técnicas de mobilização articular suave, que ajudam a reduzir a tensão muscular, melhorar a circulação local e aumentar a amplitude de movimento.
Além disso, exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura cervical e escapular são recomendados para prevenir recidivas, melhorar a postura e aumentar a estabilidade da região cervical. Técnicas de relaxamento e respiração também podem ser indicadas quando a cervicalgia está associada ao estresse emocional.
É bom lembrar que a cervicalgia é uma condição multifatorial, sendo fundamental uma abordagem integrada que envolva avaliação precisa, técnicas manuais específicas, educação do paciente e mudanças de hábitos de vida para alcançar resultados eficazes e duradouros no alívio da dor e na promoção da qualidade de vida.
Coluna Cervical
A coluna cervical é a porção superior da coluna vertebral, localizada no pescoço, sendo responsável por sustentar o peso da cabeça, permitir sua movimentação e proteger a porção inicial da medula espinhal, que é responsável pela transmissão de informações entre o cérebro e o corpo. Ela é composta por sete vértebras, chamadas de C1 a C7, sendo que cada uma possui características específicas para permitir o movimento e ao mesmo tempo garantir estabilidade.
As duas primeiras vértebras cervicais são especiais: a C1, chamada de atlas, sustenta a cabeça e permite o movimento de “sim” (flexão e extensão), enquanto a C2, chamada de áxis, possui uma estrutura chamada dente do áxis (ou processo odontóide) que se articula com o atlas, permitindo o movimento de rotação da cabeça, o famoso “não”.
As demais vértebras cervicais (C3 a C7) são menores e possuem processos espinhosos geralmente bifurcados, além de apresentarem um forame transversário, por onde passam as artérias vertebrais que irrigam partes importantes do cérebro.
Entre as vértebras, existem os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores e ajudam na mobilidade e na absorção de impactos durante os movimentos do pescoço. A coluna cervical possui uma curvatura natural chamada lordose cervical, que é uma curva voltada para frente, sendo importante para o equilíbrio do corpo, a absorção de choques e a distribuição do peso da cabeça.
Essa curvatura pode ser alterada por fatores como má postura, uso excessivo de celular com a cabeça abaixada, quedas e traumas, levando a disfunções como retificação da lordose cervical, dores cervicais e limitações de movimento. Do ponto de vista funcional, a coluna cervical permite diversos movimentos essenciais para o dia a dia, como flexão (olhar para baixo), extensão (olhar para cima), rotação (olhar para o lado) e inclinação lateral (aproximar a orelha do ombro).
Esses movimentos são possíveis graças à interação entre as articulações, discos, ligamentos e músculos cervicais. Os músculos que atuam na região cervical são fundamentais para sustentar e movimentar a cabeça, além de manter a postura. Entre eles, destacam-se o trapézio, o elevador da escápula, os escalenos, os músculos suboccipitais e o esternocleidomastoideo, cada um participando de movimentos e estabilizações específicas.
Por fim, é importante ressaltar que, por ser uma região de grande mobilidade e por abrigar estruturas neurológicas importantes, a coluna cervical deve ser cuidada com atenção, sendo essencial manter a postura adequada, realizar alongamentos e fortalecer a musculatura cervical para prevenir dores e disfunções nesta região.
As dores podem ser classificadas em três categorias principais: nociceptiva, neuropática e nociplástica. Compreender cada uma delas é essencial para avaliação e tratamento eficaz.
Dor Nociceptiva
Dor causada por lesão real ou potencial em tecidos não neurais, como músculos, ossos, articulações ou pele. Ocorre quando um dano tecidual, as terminações nervosas chamadas nociceptores são ativadas, enviando sinais de dor ao cérebro para alertar sobre o perigo ou lesão. Como por exemplos em: fraturas, queimaduras, cortes, entorses, inflamações (artrite, tendinite).
Dor Neuropática
Dor resultante de lesão ou disfunção do sistema nervoso somatossensorial, podendo ocorrer tanto no sistema nervoso central (cérebro e medula) quanto periférico (nervos). O dano nos nervos faz com que enviem sinais de dor mesmo sem estímulos dolorosos, ou aumentem a sensibilidade a estímulos leves. Como por exemplo em casos de neuropatia diabética, neuralgia do trigêmeo, ciatalgia, cervicobraquialgia. Tendo como sintomas, dor em queimação, formigamento ou choques elétricos, dormência ou hipersensibilidade ao toque.
Dor Nociplástica
Dor crônica que surge de uma alteração no processamento da dor pelo sistema nervoso central, sem haver lesões nos tecidos ou nos nervos que expliquem a dor. O sistema nervoso se torna hipersensível, amplificando e mantendo a dor mesmo sem estímulos externos ou lesões, resultando em uma dor persistente e difusa, como por exemplo a fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, algumas dores lombares crônicas, certos tipos de cefaleias crônicas. As principais características são: dor generalizada ou difusa, descrita como pressão, peso ou tensão, pode variar de intensidade ao longo do dia, associada a fadiga, alterações do sono, ansiedade e alterações de humor, sem achados relevantes em exames de imagem.
Plexo Braquial
O plexo braquial é uma rede de nervos responsável por inervar sensorial e motoramente os membros superiores (ombros, braços, antebraços e mãos).
Ele conduz os estímulos motores do sistema nervoso central para os músculos dos MMSS e recebe estímulos sensitivos da pele, articulações e músculos dessa região.
Origem do Plexo Braquial
O plexo braquial é formado pelas raízes ventrais (anteriores) dos nervos espinhais de C5, C6, C7, C8 e T1. Em alguns casos, pode receber contribuições de C4 (plexo braquial pré fixado) ou T2 (plexo braquial pós-fixado). Após se formarem, as raízes passam entre os músculos escaleno anterior e médio, seguem atrás da clavícula (região supraclavicular) e entram na axila, onde se reorganizam em fascículos e originam os nervos terminais.
Principais nervos originados do Plexo Braquial e suas funções
Nervo Musculocutâneo (C5-C7)
1.Função motora: músculos do compartimento anterior do braço (bíceps braquial, braquial, coracobraquial)
2.Função sensitiva: pele da face lateral do antebraço (através do nervo cutâneo lateral do antebraço).
Nervo Axilar (C5-C6)
Função motora: deltóide e redondo menor.
Função sensitiva: pele sobre o ombro (nervo cutâneo lateral superior do braço).
Nervo Radial (C5-T1)
Função motora: todos os músculos do compartimento posterior do braço e antebraço (extensores do cotovelo, punho e dedos).
Função sensitiva: dorso do braço, antebraço e mão (região radial).
Nervo Mediano (C5-T1)
Função motora: maioria dos músculos flexores do antebraço, músculos da eminência tenar e 1ª e 2ª lumbricais.
Função sensitiva: palma da mão (lateral), face palmar dos 3½ dedos laterais.
Nervo Ulnar (C8-T1)
Função motora: flexor ulnar do carpo, metade medial do flexor profundo dos dedos, músculos hipotenares, interósseos, 3ª e 4ª lumbricais e adutor do polegar. Função sensitiva: face medial da mão, 1½ dedos mediais (5º dedo e metade do 4º).
Funções gerais do Plexo Braquial
Motricidade (comandos motores): Movimento do ombro, cotovelo, punho e dedos.
Sensibilidade (informação sensorial): Tato, dor, temperatura e propriocepção do membro superior.
Funções específicas
Elevação do braço (axilar).
Flexão do cotovelo (musculocutâneo).
Extensão do cotovelo e punho (radial).
Flexão dos dedos e oposição do polegar (mediano).
Movimentos finos da mão (ulnar).
Mapa Mental
Inervação
Cervicobraquialgia
Dor cervical que irradia para um ou ambos os membros superiores, seguindo o trajeto do plexo braquial ou raízes nervosas cervicais.
Cervico = pescoço | Braquial = braço | Algia = dor.
Localização: inicia no pescoço e irradia para ombro, braço, antebraço e/ou mão.
Pode estar associada a sintomas neurológicos:
Formigamento (parestesia).
Dormência.
Sensação de choque elétrico ao movimentar o pescoço.
Fraqueza muscular em casos mais graves.
Causas:
Hérnia de disco cervical: compressão de raízes nervosas.
Protrusão discal.
Osteófitos (bicos de papagaio) em artrose cervical.
Estreitamento do forame intervertebral (estenose foraminal).
Radiculopatia cervical (inflamação ou compressão de raiz nervosa).
Diferença entre Cervicalgia e Cervicobraquialgia
Cervicalgia:
Localização: pescoço
Irradiação ausente
Causa: tensão muscular
Sintomas neurológicos raros
Sem envolvimento com o plexo braquial
Cervicobraquialgia:
Localização: pescoço, ombro, cotovelo, punho e mão
Irradiação presente
Causa: hérnia de disco, radiculopatia, estenose
Sintomas neurológicos comuns. Formigamento, dormência, fraqueza
Tem envolvimento com o plexo braquial
Músculos chaves em casos de cervicalgia e cervicobraquialgia
A cervicalgia (dor no pescoço) e a cervicobraquialgia (dor no pescoço com irradiação para o braço) estão fortemente ligadas a disfunções musculares e miofasciais.
Alguns músculos atuam na estabilização, movimentação e sustentação da coluna cervical e cintura escapular e, quando encurtados, tensos ou com pontos gatilhos, podem gerar ou perpetuar a dor cervical e irradiada.
Trapézio (porção superior)
O músculo trapézio é um músculo superficial, grande e em forma de losango, que ocupa a região posterior do pescoço e parte superior das costas. Ele se origina na linha nucal superior, ligamento da nuca e processos espinhosos das vértebras cervicais e torácicas, inserindo-se na clavícula, acrômio e espinha da escápula.
O trapézio possui três porções: superior (eleva a escápula), média (adução das escápulas) e inferior (depressão da escápula). Clinicamente, está muito relacionado com tensões cervicais e dores de cabeça tensionais, pois é frequentemente sobrecarregado em posturas prolongadas e em situações de estresse.
Elevador da escápula
O músculo elevador da escápula é um músculo que se origina nos tubérculos posteriores dos processos transversos das vértebras C1 a C4 e se insere na borda medial da escápula, acima da espinha da escápula. Sua função principal é elevar a escápula e auxiliar na rotação da escápula, sendo também um estabilizador durante movimentos dos ombros e pescoço.
Em casos de sobrecarga postural, como carregar bolsas em um ombro ou uso excessivo de celular com flexão cervical, ele pode gerar pontos gatilhos dolorosos que irradiam para a borda medial da escápula e pescoço.
Esternocleidomastoideo
O esternocleidomastoideo (ECOM) é um dos principais músculos que movimentam o pescoço, sendo facilmente visível e palpável nas laterais do pescoço. O ECOM é um músculo superficial localizado na frente e na lateral do pescoço, indo da base do crânio até o esterno e a clavícula.
Ele divide o pescoço em duas regiões:
• Região cervical anterior (à frente do músculo), onde ficam a traqueia, esôfago e glândula tireoide.
• Região cervical lateral (atrás do músculo), onde passam estruturas importantes como a veia jugular externa e o plexo braquial.
Entre as duas cabeças existe uma pequena depressão visível chamada fossa supraclavicular menor. O músculo é envolvido pela fáscia cervical, permitindo seu deslizamento durante os movimentos.
O ECOM está envolvido em diversas condições clínicas, como:
Torcicolo congênito: encurtamento do músculo por fibrose, resultando em inclinação da cabeça para um lado e rotação para o lado oposto.
Torcicolo espasmódico (distonia cervical): Causa espasmos involuntários e postura anormal do pescoço, impactando a qualidade de vida. Traumas e má postura: Acidentes (como “chicote” em colisões) e postura inadequada podem gerar dor e rigidez no ECM, sendo comum na prática clínica e precisando de alongamentos, fortalecimento e ajustes posturais.
Suboccipitais
Os músculos suboccipitais são um pequeno grupo de músculos profundos localizados na base do crânio, entre o occipital e as duas primeiras vértebras cervicais (atlas e áxis). Eles são responsáveis por movimentos finos de extensão, rotação e inclinação da cabeça, sendo fundamentais para o controle da posição do crânio.
São compostos pelo reto posterior maior e menor da cabeça, oblíquo superior e oblíquo inferior da cabeça. Clinicamente, podem estar associados a dores cervicais altas e cefaleias cervicogênicas, devido ao seu papel na postura prolongada com flexão cervical.
Escalenos (anterior, médio e posterior)
Os músculos escalenos são três de cada lado (anterior, médio e posterior) e estão localizados lateralmente no pescoço, formando uma “banda” entre as vértebras cervicais e as primeiras duas costelas.
Eles têm como função principal a flexão lateral do pescoço e a elevação das costelas durante a inspiração, sendo importantes músculos acessórios da respiração.
Clinicamente, podem estar envolvidos em quadros de síndrome do desfiladeiro torácico, causando parestesias e dores irradiadas para o braço devido à compressão do plexo braquial e vasos subclávios.
Diafragma
O diafragma é o principal músculo da respiração, em forma de cúpula, que separa a cavidade torácica da abdominal. Origina-se nos processos xifoide, cartilagens costais das últimas seis costelas e nas vértebras lombares, inserindo-se no centro tendíneo do diafragma. Sua função principal é promover a inspiração ao contrair e abaixar a cúpula, permitindo a entrada de ar nos pulmões.
Além de sua função respiratória, o diafragma tem relação com a estabilidade do core e mobilidade da coluna lombar, influenciando o tônus postural e podendo gerar dores referidas em ombros e região lombar em casos de disfunções respiratórias ou tensão crônica.
Nervo Frênico
O nervo frênico é o principal nervo motor do diafragma, sendo responsável por levar os sinais do centro respiratório localizado no bulbo (tronco encefálico) até o diafragma, permitindo sua contração e, consequentemente, a inspiração.
Ele se origina nas raízes nervosas cervicais C3, C4 e C5, com o maior aporte em C4, descendo do pescoço em direção ao tórax, passando anteriormente ao músculo escaleno anterior, entre o pericárdio e a pleura, até chegar ao diafragma.
Quando estamos em repouso, a frequência respiratória gira em torno de 10 a 15 ciclos por minuto, sendo controlada de forma automática pelo sistema nervoso autônomo, sem necessidade de controle consciente.
O centro respiratório no bulbo gera impulsos rítmicos que descem pela medula espinhal, ativando os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios, sendo o diafragma o principal deles.
Conexão com dores cervicais:
O nervo frênico é o principal nervo motor do diafragma, sendo responsável por levar os sinais do centro respiratório localizado no bulbo (tronco encefálico) até o diafragma, permitindo sua contração e, consequentemente, a inspiração.
Ele se origina nas raízes nervosas cervicais C3, C4 e C5, com o maior aporte em C4, descendo do pescoço em direção ao tórax, passando anteriormente ao músculo escaleno anterior, entre o pericárdio e a pleura, até chegar ao diafragma. Quando estamos em repouso, a frequência respiratória gira em torno de 10 a 15 ciclos por minuto, sendo controlada de forma automática pelo sistema nervoso autônomo, sem necessidade de controle consciente.
O centro respiratório no bulbo gera impulsos rítmicos que descem pela medula espinhal, ativando os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios, sendo o diafragma o principal deles. Como o nervo frênico se origina em C3-C5, qualquer tensão muscular, bloqueio articular ou disfunção postural nessa região cervical pode gerar irritação ou sensibilização das raízes nervosas que formam o nervo frênico, influenciando indiretamente na mecânica respiratória e no tônus do diafragma.
Por outro lado, tensões no diafragma (por respiração superficial crônica, ansiedade, estresse, refluxo ou disfunções viscerais) podem gerar um feedback de tensão ascendente, influenciando o tônus dos músculos cervicais (como trapézio, escalenos e elevador da escápula) por conexões reflexas e pela própria origem do nervo frênico, agravando dores cervicais e cervicogênicas.
Além disso, quando o diafragma não funciona de forma adequada, o corpo tende a compensar utilizando músculos acessórios da respiração (escalenos, trapézio superior, esternocleidomastoideo), gerando sobrecarga crônica na região cervical e nos ombros, intensificando tensões e dores locais.
Resumo para revisão:
O nervo frênico nasce em C3-C5 e desce até o diafragma, controlando sua contração.
Está sob controle do sistema nervoso autônomo via centro respiratório no bulbo.
Disfunções cervicais podem influenciar o nervo frênico e afetar a respiração.
Disfunções respiratórias podem gerar tensão cervical por uso de músculos acessórios.
Um diafragma tenso pode contribuir para dores cervicais, enquanto dores cervicais podem impactar o funcionamento do diafragma.
Relação com a dor e a postura
Padrões posturais como cabeça anteriorizada e ombros elevados geram tensão crônica nesses músculos.
A respiração torácica alta e o estresse aumentam a atividade dos escalenos e trapézio superior.
A falta de mobilidade cervical e escapular sobrecarrega a musculatura, mantendo pontos gatilho ativos e dor referida.