Estigma

Estigma. Uma cicatriz provocada no corpo por uma ferida ou machucado. No âmbito religioso, o estigma é o nome dado para as feridas feitas por alguns santos e religiosos em seus corpos, na tentativa de representar as chagas de Jesus Cristo. Figuradamente, algo definido como indigno, desonroso ou com má reputação. (1)

Estigma. É a situação do indivíduo que está inabilitado para a aceitação social plena. Os gregos, que tinham bastante conhecimento de recursos visuais, criaram o termo estigma para se referirem a sinais corporais com os quais se procurava evidenciar alguma coisa de extraordinário ou mau sobre o status moral de quem os apresentava. Os sinais eram feitos com cortes ou fogo no corpo e avisavam que o portador era um escravo, um criminoso ou traidor — uma pessoa marcada, ritualmente poluída, quem devia ser evitada especialmente em lugares públicos. Mais tarde, na Era Cristã, dois níveis de metáfora foram acrescentados ao termo: o primeiro deles referia-se a sinais corporais da graça divina que tomavam a forma de flores ou erupção sobre a pele; o segundo, uma alusão médica a essa alusão religiosa, referia-se a sinais corporais de distúrbio físico. Atualmente, o termo é amplamente usado de maneira um tanto semelhante ao sentido literal original, porém é mais aplicado à própria desgraça do que à sua evidência corporal. (2)


Estigma social. Segundo a sociologia, o estigma social está relacionado com as características particulares de um grupo ou indivíduo que seguem o oposto das normais culturais tradicionais de uma sociedade. Ou seja, tudo o que não é considerado um padrão cultural social é tido como um estigma para aquela sociedade. Por exemplo, durante alguns anos os doentes mentais, negros, homossexuais e membros de algumas doutrinas religiosas, como os judeus, eram considerados estigmas para determinadas sociedades. (1)


(1) http://www.significados.com.br/estigma/

(2) GOFFMAN, Erving. Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.