O Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Montenegro, trás para nossa terra o Interventura - Urbanismo Colaborativo, de São Leopoldo com o projeto "Interventura Walk".
Trata-se de uma caminhada guiada, por uma rota pré definida onde a população caminha junto com uma equipe de técnicos trocando informações, histórias e vivências.
Abaixo, parte do conteúdo de pesquisa encontrado para poder proporcionar uma vivência incrível a população em homenagem ao dia do Patrimônio Histórico Nacional.
BORA DESCOBRIR MONTENEGRO!
#PatrimônioHistórico #PatrimônioNatural #PatrimônioCultural #BemDeTodos #Voluntários
Foto dos anos 50
Foto do ano de 2017
Dados históricos sobre o desenrolar da construção da atual Praça Rui Barbosa.
Fotos dos anos 50
Foto do ano de 2019
Fábrica de cerveja de Gustav Jahn & Cia /
Cervejaria Gustavo Jahn & Cia Ltda.
Antigo Armazém Griebeler
Foto de ?????
Foto de Julho de 2019
Antigo Armazém Griebeler - Século XIX
Estilo Arquitetônico Eclético - de 1897 a 2019 - 122 anos
Antigo Armazém Licks
Foto sem datação encontrada
Foto de Agosto de 2019
A Farmácia São João foi a primeira de Montenegro. Aberta em 1882, ela começou num pequeno prédio, na Ramiro Barcelos, no local onde funcionou o armazém Licks, quase em frente à atual loja da Oi, perto da esquina com a rua José Luiz.
Em 1906, o proprietário construiu o sobrado da foto, ao lado do prédio original. Ali a farmácia funcionou até a morte do dono Theobaldo Becker.
Antiga Farmácia Providência
Foto da década de 1930
Foto de 2018
Antiga Relojoaria Kohler
Foto 1908 - Inauguração
Foto de Agosto de 2019
"Relembrando o comércio de Montenegro..
assim era o interior da Casa Köhler um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de Montenegro e do vale do Cai...na foto meu pai Walter Carlos Dreher e Egon Guilherme Köhler..observem o detalhe das canetas Parker"
Ricardo Dreher
"Lá sobre no canto, na junção dos dois balcões, o expositor das canetas PARKER. Foi ali que escolhi a minha primeira caneta...Uma Parker 21 (a 51 era muito cara). O seu Lauer comprou-a e deu-me de presente. Custou um dinheirão. Ganhei o tinteiro INK ou KING de presente. "
Ernesto Arno Lauer
"Meu primeiro brinquinho foi comprado ai, que depois foi usado pela minha primeira menina.... "
Lis Lopes
"Eu guardo a casa Kohller no meu coração, eu adorava ir lá quando criança, a caneta Parker do pai tenho comigo, é uma linda recordação! "
Fernando Isse
"A lembrança que tenho da casa Köhler: meu pai me presenteou com um relógio de pulso quando eu tinha pouca idade. Ao sair da loja em minha bicicleta caí e espatifei o relógio no chão. Cheguei em casa chorando e meu pai, homem generoso, me mandou voltar na loja para comprar outro. Bons tempos Montenegrinos dos relógios a corda de pulso. "
Leonardo Muller Garatheguy
Antiga Intendência de São João de Montenegro
Foto sem data encontrada
Foto de Agosto de 2019
Hoje Palácio Rio Branco – Prefeitura Municipal de Montenegro – 3ª sede da administração municipal
Inaugurado em 07 de Setembro de 1922 em alusão ao centenário de Independência do Brasil.
Área construída (2016): 830,59 m² (DEGEO)
A edificação está localizada na primeira região urbanizada na cidade, desde o final do século XIX.
Uma fachada imponente, apresentando um ritmo com suas aberturas verticais, acompanhados de molduras e balaústres, compõe o nosso Palácio Rio Branco.
Seu Pé Direito alto, e as paredes espessas, são características de grande relevância quando se trata de eficiência sustentável o qual a arquitetura da época tinha total domínio.
Além de ser um importante símbolo do período eclético no estado do Rio Grande do Sul.
Talvez Aurélio Porto não tenha sido o melhor prefeito que Montenegro já teve. Mas é sério candidato ao posto de mais culto entre os homens que já comandaram a prefeitura montenegrina.
Aurélio Porto assumiu a intendência do município em 7 de setembro de 1920 e cumpriu o mandato de quatro anos, permanecendo no cargo até 6 de setembro de 1924.
Ele fez importantes obras no município, mas a que mais se destaca é a da Intendência Municipal (hoje Prefeitura Municipal), situada na rua João Pessoa e utilizada até hoje.
O prédio, construído em pedra grês, em estilo renascentista, foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1922, quando se comemorava o centenário da independência do Brasil.
Em frente ao prédio da intendência, Aurélio Porto construiu outro importante prédio: o do quartel da Guarda Municipal.
Primeira Intendência de Montenegro em 1910, localizada na Rua Ramiro Barcelos, esquina com Rua Fernando Ferrari em frente a Igreja Luterana.
Segunda Intendência de Montenegro localizada na Rua José Luiz, esquina com Rua Dr. Flores, atual imobiliária Bom de Brick.
Câmara de Vereadores de Montenegro - legislatura de 1952 a 1956.
Câmara de Vereadores de Montenegro em 1952.
"Sessão solene da Câmara de Vereadores de Montenegro em 03/05/1968, comemorativa aos 95º aniversário de emancipação política de Montenegro.(fonte:Montenegro de Ontem). "
"A sessão provavelmente ocorreu no Palácio Rio Branco em sala do andar superior, onde hoje funciona o gabinete do Prefeito. Lá estava localizado o poder Legislativo do Município, antes de transferir-se para novo local no prédio em frente onde funcionou a a rádio Montenegro. "
Antigo Quartel e Presidio - Construído na mesma época da atual Prefeitura
Datação Aproximada de 1922
Foto de Agosto de 2019
"Missa realizada em 1963, no antigo presídio, onde depois foi a Câmara de Vereadores. Na época, o diretor era o meu avô, Capitão Máximo Silva Araújo."
" Quando a Câmara de Vereadores foi transferida do segundo piso do Palácio Rio Branco, isto por 74 ou 75, do século passado, para o último piso deste prédio das fotos, foram feitas reformas internas, especialmente no teto. Não lembro se foi só o forro ou algo mais. "
Antiga Biblioteca Pública
Foto de 1933
Foto de Agosto de 2019
A casa foi construída a mando de Onofre Lima em 1907 e mais tarde passou como herança para Dona Eva Ody segundo a informação precisa de Glaci Daudt.
Moraram todos na casa da Sra. Ody que era pianista e tocava no cinema mudo Pathé e dava aulas de piano.
Nessa casa funcionou a Biblioteca Pública durante um período e depois foi comprada por Salvio Rosa que fez ali sua moradia em 1968 tendo feito a reforma na casa que vimos até seus últimos momentos.
Sua última utilização foi pelo Dr. Paulo Muller com o seu consultório.
Antiga Casa Canônica
Demolida em 1990
Foto de Agosto de 2019
Antiga Igreja Matriz - Construída em 1871
Foto sem data encontrada
Foto de Agosto de 2019
Cronologia da Igreja Matriz:
Detalhes da construção da antiga Igreja Católica, está em uma folha no 1° livro tombo da Paróquia. Há detalhes de algumas medidas, mas não, especificamente a altura das torres.
No entanto, no livro de Campos Neto, de 1924, há um capítulo com alguma descrição: "a altura da Igreja era de 5 metros e extensão de 112 metros". Não há descrição precisa da altura das torres, mas pela proporção, vendo a foto, podemos dimensionar aproximadamente, contando com o topo de cada torre, uns 12 a 15 metros de altura total.
A Paróquia de São João Batista de Montenegro foi fundada no dia 28 de abril de 1871 e seu primeiro pároco foi Miguel Kelner, que morreu tragicamente numa travessia do rio Caí montado a cavalo. Mas a atividade religiosa na localidade é mais antiga, sendo conduzida por padres da paróquia de São José do Hortêncio (a mais antiga da região, fundada em 1849). Em 1856, quando a localidade estava apenas começando a ser formada, os católicos montenegrinos já constituiam um grupo organizado. A ponto deles haverem construído, nesse ano, uma modesta capelinha, feita de madeira.
Depois da paróquia ser constituída ainda levou algum tempo para a comunidade ter uma igreja de porte. Foi em 1880 que iniciou a construção da velha igreja matriz, no local onde hoje se encontra a pracinha (em frente à nova matriz).
A igreja matriz de Montenegro foi construída em 1866 e era de madeira. Material abundante e barato, na região naquela época.
Em 1871 foi feita uma nova, em alvenaria e já com duas torres. Essa duruou até os anos 1960, quando foi demolida. Em 1965 foi inaugurada a nova matriz, no mesmo local, porém com a frente voltada para o lado inverso. Três anos depois, a velha matriz foi demolida. As duas igrejas conviveram por esse período, uma de frente para a outra.
A antiga tinha a sua frente dirigida para o rio. A frente da igreja podia ser totalmente avistada por alguém que, de barco, passasse pelo rio Caí. A rua Doutor Flores, na época, começava na frente da igreja e terminava no principal ponto de atracação dos barcos, no rio Caí.
Isso mostra como o rio era importante naquela época.
Hoje a igreja é muito maior, tornou-se catedral, e tem a sua frente voltada para a rua Olavo Bilac. Ela está de costas para o rio.
O nome Dr. Flores foi o único sem conotação política. Foi dado em homenagem ao Dr. Thompson FLORES, primeiro juiz da comarca.
Permanece sendo residência das novas gerações da Família Daudth - 1914
Foto datação entre 1922 e 1965
Foto de Agosto de 2019
Estilo clássico ainda preservado no centro da cidade
A antiga casa que mostramos acima pode parecer apenas uma a mais entre os antigos prédios existentes próximo à catedral. Mas aquela é a área mais antiga da cidade. O ponto da cidade situado mais próximo do rio e local onde foi construída a primeira casa de Montenegro. Essa da foto não chega a ser tão velha, mas como qualquer outra das redondezas, abrigou muita gente e nela se desenrolou a história de muitas vidas.
Conforme informações colhidas por Romélio Oliveira, ela fica na rua Coronel Antônio Inácio, logo atrás da pracinha construída no local onde antes havia a velha igreja matriz (em frente à catedral). Ali reside, atualmente, Liane Leser e sua família. Ela foi, por vários anos, a presidente da OASE, entidade responsável pela criação e manutenção do Hospital Montenegro. Patrimônio inestimável da cidade.
Essa mesma casa foi, anteriormente, residência do seu sogro, que era chefe de uma repartição pública. Ele se chamava José Pedro Daudth e foi escrivão do Registro de Casamentos entre os anos de 1904 e 1908. Foi também conselheiro municipal e se aposentou como coletor federal, por limite de idade, em 1939.
Foto datação provável 1910, no centro da foto Colégio São José fundado em 1908 e a direita da foto "Bos imóveis".
Foto de Agosto 2019
Não foram encontradas informações precisas sobre este imóvel, mas o mesmo encontra-se na primeira urbanizada de Montenegro e em diversos registros fotográficos antigos.
Sendo que sua arquitetura é característica de região e relevante para a nossa história.
Atualmente sem uso específico
Foto datação provável 2010
Foto de Agosto de 2019
A datação do prédio é de 1922 período em que, de fronte funcionava a primeira usina geradora de energia da cidade, inaugurada em 1918. Cabe lembrar que a rua Dr. Flores, nos primórdios da "Vila São João de Montenegro", foi uma das mais importantes, visto que dava acesso do "Passo do Tristão" (ou "Passo das Laranjeiras") até a Igreja Católica. Tal percurso certamente era um dos mais movimentados desde o final do século XIX, e, por isso, a instalação de armazéns e/ou casas comerciais e residenciais nesta área de circulação urbana foi bastante significativa. Um destes armazéns, posteriormente, foi o "Bar do Motorista" nome que sugere que o mesmo era largamente visitado por motoristas, viajantes, etc. Desse modo, sem duvidas, o prédio predispõe valor histórico, principalmente para as gerações do século passado, que tem presente em sua memória a edificação que servia (e serve) como ponto de referência para localização urbana.
Há relatos de que este estabelecimento foi um dos primeiros a ter um telefone público, sendo que este era coloca durante o dia na rua e na noite guardado dentro do bar.
Foto datação provável 1964
Foto de Agosto de 2019
Apresenta características tipológicas de arquitetura protomodernista do início do século XX, estilo de transição entre o ecletismo historicista e o modernismo propriamente dito.
A rua mais visível é a Doutor Flores, fazendo esquina com a José Luiz. Existem poucos carros nas ruas, mas há uma concentração deles na frente de um prédio, naquela esquina. No local em que, hoje, funciona o posto Petrobrás. Adiante dos carros, atravessando a rua, encontramos o prédio que, em 1919, abrigava a prefeitura. De frente para o prédio da prefeitura, no outro lado da rua Doutor Flores, ficava o prédio da primeira usina geradora de eletricidade, construído em 1919. O prédio da segunda usina, construída em 1938, é visível ao fundo da foto, no lado direito. O prédio da primeira usina talvez ainda existia quando foi feita essa foto, mas árvores impedem a visualização.
O prédio foi repartido e alugado para três estabelecimentos comerciais: a Lancheria Montenegro, na esquina; Vídeo Braga e Digital Fotos.
Hoje, revitalizado e utilizado pela imobiliaria Bom de Brick.
Outros prédios importantes aparecem nessa foto. O espaço em que aparecem vários veículos era o estacionamento da Rosauto. Na época revenda da Willys Overland do Brasil. Indústria que foi absorvida pela Ford em 1970. À esquerda vê-se a torre da igreja evangélica luterana, situada na rua Ramiro Barcelos. À frente dela (na foto) o grande prédio do clube 7 de setembro, na rua João Pessoa. Adiante do prédio da antiga prefeitura, vemos o ginásio esportivo Taninão, ainda existente e, bem no fundo da foto, o edifício do Frigorífico Renner.
Antiga Usina Elétrica
Foto se datação encontrada
Foto de 2011
A usina termoelétrica foi construída em 1919
A primeira usina geradora de eletricidade construída em Montenegro estava situada na esquina das ruas José Luís e Doutor Flores. Foi construída no ano de 1919 e proporcionou energia para a iluminação das ruas e o abastecimento de residências e empresas. O prédio, de arquitetura bastante diferenciada (pé direito alto, portas e janelas grandes e arredondadas no topo, deve ter sido desocupado em 1938, quando foi inaugurada a nova usina, na beira do rio.
O prédio já abrigou o museu da cidade, no seu início e ultimamente era usado como almoxarifado, até ser demolido.
Antes da construção da velha usina, havia no mesmo local um quiosque. O mesmo que foi construído para a representação de Montenegro na Exposição Agropecuária e Industrial de Porto Alegre, realizada em 1901.
"A Vila de São João do Montenegro, desde o início do século passado, foi iluminada por lampiões a querosene. Eles eram colocados no alto de postes, de esquina em esquina. “Chico Lampista”, apelido do funcionário Francisco Hipólito da Silva, era quem abastecia, ascendia e apagava os lampiões. Carregava consigo uma escadinha, para subir ao alto dos postes. O Intendente Amândio Lampert mandou instalar na Ramiro e na Osvaldo Aranha lâmpadas alimentadas à álcool. Obteve bons resultados, mas não suficientes, a seu juízo. Os lampiões e lâmpadas era constantemente quebradas, pelos notívagos, que pretendiam deixar a cidade mergulhada na confusão.
Várias foram as tentativas do Intendente (Prefeito) em dotar a Vila de iluminação elétrica. Todas fracassaram, por falta de dinheiro. Em 1917 a firma Gustavo Jahn & Cia contava com iluminação elétrica própria. A Municipalidade fez um acerto com o proprietário e estendeu um fio ao longo da rua principal, instalando lâmpadas elétricas em seu curso, nos postes que até então encimavam os lampiões a querosene. Pouco tempo depois, já na década de 20, surge a primeira usina geradora de eletricidade. Era constituída por um locomóvel da marca Bantin, de 50hp (tipo uma máquina Maria-Fumaça), ao qual se juntou, mais tarde, um motor a gás pobre, de 70hp, acoplado a um Dínamo Marelly.
Mas foi na data de 22 de maio de 1938, com a presença do Interventor Federal do Estado, Cel. Cordeiro de Farias, na administração de Carlos Gustavo Jahn, que aconteceu a inauguração da segunda usina elétrica de nossa cidade. Inicialmente dirigida por Eugênio Thudium e, depois de sua morte, por Willy Jahn (1940), recebeu um motor de 600hp, movido a gás pobre e acoplado a um dínamo de corrente alternada. Motor da marca Deutz Otto, ao preço de 300 contos – metade do valor real (foi uma barbada).
A nova usina forneceu força e luz para a cidade de São Sebastião do Caí; logo outras subestações foram criadas, sendo quatro na zona rural. Este empreendimento constituiu um fator decisivo para o desenvolvimento econômico de Montenegro. Em 1952 a situação mostrou-se diferente: a cidade passou a ser atendida em parte pela CEEE e em outra pela Tanac S/A, que tinha a sua própria fonte geradora de energia. Finalmente, em 1955, na gestão do Prefeito Germano Henke, o serviço de eletricidade do Município foi definitivamente encampado pela CEEE. O prédio da Usina entrou em decadência. Hoje o prédio recebe a CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES. "
Permanece com mesmo uso até hoje
Foto sem datação encontrada
Foto de Agosto de 2019
2ª Usina Elétrica da Cidade
Foto sem datação encontrada
Foto de Agosto de 2019
Câmara de Vereadores de Montenegro – Usina Maurício Cardoso – Usina Nova. Área construída (2016): 1.580,27 m² (DEGEO) Inaugurada a 22 de maio de 1938. Possuía motor de 600 hp movido a gás pobre. Abastecia com energia elétrica Montenegro, Porto dos Pereira, Porto Maratá, Pareci Novo e São Sebastião do Caí.
Não há registro da data de construção da Usina. O local ocupado pela Usina hoje já foi a Praça Borges de Medeiros. A Usina Mauricio Cardoso foi construída pelo engenheiro Eugen Thudium, nascido na Alemanha, e foi inaugurada em 22 de maio de 1938.
Capacidade: A usina abastecia Montenegro, Porto dos Pereiras, Porto do Maratá, Pareci Novo e São Sebastião do Caí, com um motor de 600HP da marca Deutx Otto. O motor era movido a gás pobre e acoplado a um dínamo de corrente alternada. Usava como combustível lenha e carvão. Dispunha de dois gasogênios, sendo um para lenha e outro para carvão.
Antigos moradores locais contam que a construção tremia quando as máquinas funcionavam, parando somente aos sábados para a limpeza geral. A parada definitiva ocorreu em 1º de novembro de 1955, quando a Prefeitura firmou contrato com a CEEE, passando a administração da Usina e o fornecimento de energia à cidade para a estatal. Hoje na Usina funciona como sede da Câmara de Vereadores e sedia diversos eventos artísticos e culturais.
Datação provável de 1910 ainda com a "Praça do Mercado" onde posteriormente foi construída a 2ª Usina Elétrica
"Esta foto histórica deve ser bem observada, inclusive aumentando-se o seu campo de visualização. Ela foi tirada depois de 1938, pois a antiga Usina já estava em funcionamento (foi inaugurada naquele ano). Ao longo do cais alto existe um grande depósito de lenha, que os barcos levavam para Porto Alegre. No rio, ao que parece, três barcos prolongados, seguindo rumo à Capital. Este tipo de navegação (prolongados) significava economia de combustível. Eu acho que nós tínhamos que ressuscitar a pujança dos nossos cais (alto e baixo) e aprendermos, definitivamente, que este complexo hoje chama-se Porto das Laranjeiras. É um erro dizer Cais das Laranjeiras. Primeiro porque não é um cais, mas sim dois, os quais integram todo o complexo."
Antigo Posto Leal e Primeiro Paking Haus do Estado
Foto sem datação encontrada
Foto de Agosto de 2019
Antigo Frigorífico Renner
Foto de meados dos anos 70
Foto de Agosto de 2019
RENNER, um nome e uma griffe
Falando um pouco do Frigorífico Renner
Tudo iniciou com :
Jacob Renner que foi, inicialmente, um construtor de moinhos.
Ele nasceu em Bom Jardim (hoje Ivoti) e casou com Clara Fetter, cuja família morava em Alto Feliz.
Jacob Renner e Clara Fetter moravam em Alto Feliz quando, em 7 de maio de 1884 nasceu o seu filho Antônio Jacob.
Eles possuíam uma fábrica de banha que Jacob tratou de transferir para a cidade de Carlos Barbosa em 1908, já prevendo a inauguração da estrada de ferro que ligava Porto Alegre a Caxias do Sul.
Em 1917 Jacob mudou sua fábrica para Montenegro. É a mesma fábrica que, posteriormente foi liderada por seu irmão Júlio Renner e que veio a se transformar no Frigorífico Renner , um dos maiores produtores de fiambres do estado.
PORTO DAS LARANJEIRAS
Foto datação de setembro de 1904
Foto de Agosto de 2019
Inauguração do porto de Montenegro, no dia 7 de setembro de 1904
A cidade de Montenegro, assim como São Sebastião do Caí, teve papel estratégico no grande projeto de colonização da região da Serra Gaúcha, desenvolvido pelo governo imperial de Dom Pedro II na década de 1870.
Os imigrantes que chegavam ao Rio Grande do Sul com destino à região de Caxias do Sul eram levados até São Sebastião do Caí e, daí, levados até aquela localidade pela estrada Visconde de Rio Branco.
Os imigrantes que eram destinados a Bento Gonçalves e colônias vizinhas, eram levados para Montenegro e dali conduzidos até o seu destino final pela estrada Buarque de Macedo.
Os portos das duas cidades também faziam parte do projeto. Mas como as obras governamentais já eram demoradas naquela época, só foram inaugurados no início do século XX. Da inauguração do porto de Montenegro, a solenidade ocorreu no dia 7 de Setembro de 1904.
Segundo o pesquisador montenegrino Romélio Oliveira (in memoriam), empresários montenegrinos possuíam vários vapores. Um deles era o Montenegro, cuja agência ficava bem ao lado da refinaria de banha (depois fábrica de banha) J Renner SA. Outro era o vapor Itália, de propriedade de Cristiano Matte. Havia ainda o vapor Lajeado, de Carlos Simeoni, que fez um belo sobrado na Ramiro Barcelos, defronte o cine Pathe, e o vapor Corvo, cuja sede era no clube Cruzeiro do Sul que, posteriormente, se fundiu com o Clube Caça e Pesca, além de outros vapores de menor importância. O porto foi muito importante para a cidade, mas decaiu com a chegada do trem, em 1909.
É de observar-se como a falta de planejamento nos governos já ocorria no passado e era, provavelmente, até pior do que hoje. Montenegro já existia há 50 anos, quando finalmente foi inaugurado o seu porto, em 1904. Apenas cinco anos antes da inauguração da estrada de ferro que veio a determinar a decadência do porto.