Algumas delegações presentes no comitê da UNESCO anseiam por maiores oportunidades
No terceiro e último dia de discussões do comitê da UNESCO,sexta-feira (06), se repete o quadro de delegados de determinadas nações que clamam por soluções, em sua maioria financeiras, para resolver o problema do êxodo intelectual.
Delegados de nações subdesenvolvidas e emergentes movimentaram o comitê apenas para alegar necessidade de um maior suporte financeiro/diplomático para solucionar a fuga de cérebros em seus respectivos países. No entanto, não se trata exclusivamente de pouco capital para haver rentabilidade profissional e acadêmica, há muitos exemplos de evolução nos espaços acadêmicos e profissionais em diversos países de situação emergente ou subdesenvolvida. O referenciado rendimento acadêmico e profissional de cidadãos indianos, a massa de startups em Israel, e os programas de liderança jovem na Jordânia e no Iraque são claros exemplos de que a falta de oportunidades vem por muita das vezes pela falta de uma boa administração que aproveite os indicadores positivos de suas respectivas nações. O crescente processo de integração internacional, dado à forte globalização, e o rápido crescimento econômico, vêm ampliando as disparidades no cenário nacional dos países, mas este fator não anula os crescimentos internos de diversas nações e sua perspectiva de evolução acadêmico/profissional orgânico.
Por Enzo Ferreira Barbosa