Egito usa como estratégia de fluxos de ideias para firmar a necessidade de seus profissionais no país.
Durante o último dia de debates no comitê da UNESCO, sexta-feira (05), a delegação egípcia atirou em divergência aos planos de seu país desde o começo das conversas entre as nações.
Em um notável esforço para atender um discurso de fomento a oportunidades e melhores condições de estudos em seu país, a delegação do Egito operou a contraditar as táticas de combate ao êxodo intelectual presente no país. Há um fluxo bidirecional de ideias entre a África e seus cidadãos residentes no exterior, onde sites, fóruns e redes sociais atuam para que novidades sobre a música, o cinema, a moda e os esportes ocidentais e africanos sejam coligados de alguma forma, de modo que os africanos (egípcios) saiam de seu país e ao passar dos tempos voltem, pois, a imagem do mundo ocidental já está atrelada à África. Há uma infinidade de sites criados pela diáspora africana que refletem esse interesse, e uma das nações mais relevantes nesse quesito é o Egito, logo, se põe um ar de confusão, se analisar que aos caminhos do encerramento das discussões a delegação egípcia está indo em direção contrária ao seu próprio país e pondo em risco a efetivação dos rendimentos do comitê.
Por Enzo Ferreira Barbosa