A China vem fazendo ofensivas às gigantes de tecnologia, as quais são um dos ramos que mais empregam no país
Durante o segundo dia de discussões no comitê da UNESCO, quinta-feira (05), a delegação chinesa se isola e ignora o fato de que sua nação está ameaçando um dos setores que mais empregam no país.
A China vem pondo inúmeras exigências às áreas tecnológicas e digitais, excluindo, frequentemente, oportunidades de contratações diretas e indiretas, pois, ao que parece a delegação chinesa não está disposta a expor suas motivações ou possíveis manobras para evitar os malefícios dessas ações.
A ofensiva antimonopólio - que é uma revisão da segurança dos dados coletados pelas empresas - e a contenção do que o governo tem chamado "expansão desordenada do capital" - a restrição do crescimento em detrimento do interesse público - impossibilitando que empresas cresçam sem um controle do Estado Chinês, no entanto, estas ações mais parecem um freio que o Partido Comunista Chinês está colocando na indústria tecnológica, indústria essa que é uma das mais opulentas na economia chinesa.
Mas o governo chinês vem estimulando o desenvolvimento tecnológico em áreas estratégicas, como computação quântica, de semicondutores e de satélites, em lugar de segmentos como comércio eletrônico ou tecnologias voltadas para serviços ao consumidor, oferecendo bolsas de estudos e suporte para equipamentos de alto nível a pesquisadores interessados nesses meios. Esse cenário prejudica o meio comercial internacional, enquanto faz coro aos comandos do governo chinês, uma questão onde o governo inviabiliza a criação de novos empregos, mas abre oportunidades aos seus pesquisadores é algo que precisa ser elucidado pela delegação chinesa.
Por Enzo Ferreira Barbosa