O país que já teve estratégias para conter o êxodo intelectual, mas atualmente usa de um discurso de integração internacional
Nesta quinta-feira, (05), de continuação dos debates, a delegação cubana não se empenha em declarar a emblemática política do seu país, e acaba tendo uma posição um pouco indiferente ao tema.
Cuba tem um número significativo de cientistas e já tentou anteriormente evitar a fuga de cérebros com a formação de valores e políticas de "incentivo", mas hoje em dia prefere que seu porte científico esteja a disposição do mundo, aglutinando a ideia de que, devido o gargalo comercial com relação aos Estados Unidos, esta política do "know-how", conjunto de conhecimentos práticos adquiridos por um profissional que lhes dá vantagens competitivas, adotada por Cuba, é uma forma de tentar trazer novidades para o país, mas também por uma relação de dívida com as delegações que recebem os migrantes cubanos e encurtam a margem do desenvolvimento acadêmico local. A falta de clareza da delegação cubana provou não haver muito a ser feito, já que a estratégia adotada pelo país é conveniente e proveitosa para a nação cubana entre muitas aspas.
Por Enzo Ferreira Barbosa