Delegado da Rússia omite perseguições a pesquisadores e outros escândalos.
Durante o primeiro dia de discussões do comitê da UNESCO, na quarta-feira (04), a delegação da nação russa fez rodeios para não entrar em tópicos polêmicos.
No decorrer das duas primeiras sessões do comitê, a delegação russa confeccionou discursos retos e sem nenhum traço problemático ou esnobe, coisa que não é de se esperar de uma das nações mais emblemáticas e polêmicas do mundo. Tudo isso para evitar uma retaliação vinda por parte de outras nações, a Rússia possui pontos exemplares, mas também problemáticos. Nos últimos anos, a Rússia vem passando por uma série de escândalos no pavimento acadêmico, estima-se que mais de 500 mil diplomas universitários falsificados sejam vendidos todos os anos na Rússia. Além disso, os professores universitários têm sido cada vez mais incapazes de defender uma posição independente, cerca de 400 cientistas russos enviaram uma carta de apelo ao presidente Vladimir Putin, afirmando que as regras da instituição de controle ignoravam completamente a "natureza criativa e pesquisadora dos cientistas". Diante desses fatos, fica clara a intenção da delegação russa de distanciar-se destes escândalos, visando não ter injeções de outras nações a estes acontecimentos.
Por Enzo Ferreira