A criação do Coro Municipal Carlos Seixas foi aprovada, por unanimidade, por proposta do então Vereador do Pelouro da Cultura, Mário Mendes Nunes, em reunião do Executivo de 7 de Maio de 2007.
O Coro, inicialmente constituído exclusivamente por elementos dos diversos departamentos/unidades orgânicas do Município de Coimbra, dos Serviços Municipalizados e das Empresas Municipais – surgiu com o intuito de perpetuar o nome de José António Carlos Seixas (Coimbra, 21 de Junho de 1704, Lisboa, 25 de Agosto de 1742), o maior representante do barroco português, organista e cravista exímio, considerado uma figura de real destaque na história da música nacional e internacional, bem como executar e divulgar a música coral polifónica, com particular realce para a de compositores portugueses. Desde a fundação, o Coro tem sido sempre dirigido pelo maestro João Santos.
Em 2015 o Coro deixou de ser municipal mas continuou a percorrer o caminho traçado anteriormente.
Em 2016 a Casa do Pessoal da Câmara Municipal dos Serviços Municipalizados e das Empresas Municipais de Coimbra decidiu acolher o Coro.
A partir deste momento o grupo alterou o seu nome apenas para Coro Carlos Seixas.
Com a passagem do Município para a Casa do Pessoal, o grupo decidiu alargar o seu leque de coralistas, passando a ser Coro é aberto à população de Coimbra.
Desde outubro de 2017 é o organizador do Concurso de Coros de Coimbra e do Périplo pelos Órgãos de Tubos, que têm lugar em anos alternados.
João Santos é licenciado em Música Sacra pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa – Porto, onde estudou com Luca Antoniotti (Órgão), Eugénio Amorim (Composição e Direção de Coros), Cesário Costa (Direção de Orquestra), Anselm Hartmann (Piano), entre outros.
Tem-se destacado nas áreas de Órgão e Composição, tanto a nível nacional como internacional, contactando com célebres organistas como T. Jellema, W. Zerer, M. Bouvard, J. Janssen, F. Espinasse, O. Latry, D. Roth, L. Scandali, entre outros.
Participou nos prestigiados concursos internacionais de órgão e efectua regularmente concertos por todo o país e estrangeiro, de onde se destacam a Catedral de Westminster (Londres), o Orgelfestival Rhür (Alemanha), a Catedral de Notre Dame de Paris, o St. Christoph Summer Festival (Vilnius), entre outros. Foi solista com a Orquestra Clássica da Madeira durante o Festival Internacional de Órgão da Madeira, 2014, e tem trabalhado com grande parte das orquestras nacionais.
Como compositor, obras suas têm sido reconhecidas internacionalmente, culminando com a publicação de algumas obras. A sua transcrição para seis órgãos do Allegretto da 7ª Sinfonia de L. Van Beethoven arrecadou o primeiro prémio no concurso internacional de composição “Órgãos de Mafra”, 2017. Em 2019, na edição seguinte deste mesmo concurso, obteve o primeiro prémio na Categoria A com uma obra original intitulada Magnificat, para seis órgãos. Recentemente, tem recebido diversas encomendas de composição para variadas áreas e efetivos, nomeadamente festivais de música e para a liturgia.
João Santos desenvolve desde 2020 uma pioneira investigação sobre o harmónio em Portugal, com enfoque especial no “Harmonium d’Art”. Com o intuito de operar o renascimento deste instrumento no nosso país, cria em 2023 o “fort’Expressivo, atelier de música”, cuja coleção que conta já com a presença de dois instrumentos da histórica casa V. Mustel: o mítico “Orgue-Célesta” de 1898 e um “Orgue Expressif” de 1899.
João Santos é acompanhador do dueto de contratenores ENCANTO, com quem apresenta uma regularidade de concertos por todo o País, bem como em inúmeras digressões no estrangeiro, nomeadamente França, Suíça, Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e Eslováquia.
De 2010 a 2018, João Santos foi organista titular do Santuário de Fátima. Desde 2018, é membro permanente da equipa de organistas responsáveis pelos concertos a seis órgãos na Basílica do Palácio Nacional de Mafra.
Dirige o Coro Carlos Seixas (Coimbra) desde a sua fundação e é organista titular da Catedral de Leiria desde 2007.
2020, obra selecionada – Call Nuova Musica Corale per la Liturgia SIMC2020
2019, 1º prémio, Prémio Internacional de Composição Seis Órgãos do Palácio Nacional de Mafra, Categoria A
2019, Finalista, Japan Internation Choral Composition Competition
2019, Menção honrosa, 1º Prémio de Composição Pedro de Araujo, Braga
2017, 1º prémio, Prémio Internacional de Composição Seis Órgãos do Palácio Nacional de Mafra, Categoria B
2014, Finalista, Musica Ficta Internacional Competition for Choral Composition, Itália
2010, Finalista, Simon Carrington Chamber Singers Composition Competition, EUA
2010, Meia-final, Paul Hofhaimer Organ Competition, Austria
2009, Meia-final, Silbermann Organ Competition, Alemanha
2007, 2º prémio, Concurso Nacional de Órgão do IGL
2007, 1ª fase, International Schnitger Organ Competition, Orgelfestival Holland, Países Baixos
2004, 1º prémio, Concurso de Composição Maestro Silva Dionísio, INATEL
2002, 3º prémio, Concurso de Composição da Associação de Coros da Área de Lisboa
[Mais relevantes]
2022, Intimidade, para soprano e ensemble de sopros
2022, Se o amor quiser voltar, canção para soprano, tenor e teorba
2021, Diptyque Mariale, para ensemble vocal e órgão
2020, Quadros Pedagógicos para uma Escola, para diversas formações escolares
2020, Verso, para ensemble vocal e órgão | ava202141 | (premiere)
2019, Magnificat, para seis órgãos | (premiere)
2019, Nativity Poem, para banda de concerto
2019, Interchange Suite, para trio de sopros (Fl, Ob, Sax)
2019, Regina Caeli, para coro masculino e órgão
2018, Magnificat VII toni, para ensemble vocal a cappella | ava181856
2017, Allegretto, L. v. Beethoven (transcrição para seis órgãos) | (premiere)
2011, Jesu Dulcis Memoria, para ensemble vocal a cappella | Edition Ferrimontana 3882
2011, Triptych, para ensemble vocal a cappella | Edition Ferrimontana 3883
2002, Alli Lejos, para coro misto | Cancioneiro Antológico II, ACAL (2008)
[Mais relevantes]
2023, JMJ Lisboa, salmo Povo do Senhor (M. Luís), para orquestra sinfónica | missa de abertura
2023, Nós somos as pedras vivas (F. Santos), arranjo | Salicus 14
2023, Somos a Igreja de Cristo (M. Faria), arranjo | Salicus 14
2022, Nós vimos a sua estrela (F. Santos), arranjo | Salicus 12
2022, Virão adorar-vos, Senhor (M. Luís), arranjo | Salicus 12
2021, Missa dos Arcanjos | Salicus 11
2021, Na fria lapinha (F. Silva), arranjo | Salicus 10
2021, Nasceu-nos um Salvador (M. Silva), arranjo | Salicus 10
2020, Maria, fonte da esperança (M. Luís), arranjo | Salicus 9
2020, Tomai e recebei (H. Faria), arranjo | Salicus 8
2019, Eu sou o pão da vida (B. Sousa), arranjo | Salicus 7
2018, Recebemos do Senhor (M. Luís), arranjo | Salicus 5
2018, Formamos um só corpo (C. Silva), arranjo | Salicus 4
2018, O Senhor vos abençoe (M. Luís), arranjo | Libellus 7
2016, Ditosa Virgem sois vós, Maria | Libellus 6
2015, Eis a escrava do Senhor (C. Silva), arranjo | Libellus 4
2015, Eu sou a verdadeira vide (C. Silva), arranjo | Libellus 3
2014, Cantemos à porfia (C. Silva), arranjo | Libellus 2
2014, Bebei, se tendes sede (C. Silva), arranjo | Libellus 1