TUDO NUNCA SEMPRE O MESMO DIFERENTE NADA de Tiago Cutileiro
TUDO NUNCA SEMPRE O MESMO DIFERENTE NADA de Tiago Cutileiro
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA / ARTISTIC AND TECHNICAL CAST
MÚSICA Tiago Cutileiro ENCENAÇÃO Sónia Baptista, Leonor Keil e Sara Carinhas VÍDEO Tiago Cutileiro e Raquel Melgue COORDENAÇÃO TÉCNICA E DESENHO DE LUZ pedro fonseca/colectivo, ac INTERPRETAÇÃO Inês Simões, Maria João Sousa, Nélia Gonçalves, Maria Ermida (cantoras); Agrupamento ARS AD HOC (músicos) DESIGN Carlos Santos CO-PRODUÇÃO Teatro Municipal do Porto, Teatro Municipal da Guarda, Cultura Vibra/Município de Castelo Branco, Teatro Garcia de Resende APOIO Lisboa Incomum DURAÇÃO 120 minutos CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA a partir dos 12 anosSINOPSE / SYNOPSIS
Tudo Nunca Sempre o Mesmo Diferente Nada (TNSoMDN) é um projecto operático dentro do que se poderá chamar música ‘não-narrativa’. Não deixando de ser uma ópera, no seu sentido mais clássico, o projecto envolve uma concepção simultânea de música, libretto, projecção vídeo, e encenação que, apesar da música ‘não-narrativa’, de uma partitura ‘não-determinista’, e de uma encenação não discursiva, promove uma percepção quase linear do texto como elemento centralizador. Este libretto usa diversos micro-fragmentos de diferentes escritores/autores, arranjados por forma a criar um discurso coerente entre três personagens. O conceito de história é pois questionado mas nunca abandonado e a noção de ópera como drama embora abalada é intencionalmente mantida. O carácter fragmentário conferido pela teia de textos de diferentes origens é reforçado, nesta produção, pela encenação tripartida distribuída por três encenadores — Sónia Baptista, Leonor Keil e Sara Carinhas. Cada secção da ópera é assim interpretada por uma diferente perspectiva cénica induzindo mais rupturas num já ténue fio narrativo a unir as personagens.Apresentada em quatro actos, a ópera é uma sucessão de doze cenas de dez minutos cada, resultando numa duração total de 120 minutos. A partitura não determinista produz um resultado diferente a cada nova realização. Ainda assim, o minimalismo do material sónico e cénico limita essa diversidade de resultados. Apesar de usar um pequeno grupo de músicos (12 no total — 4 cantores, um quarteto de clarinetes e um quarteto de cordas), e resultar num volume sonoro relativamente reduzido, TNSoMDN não é uma ópera de câmara. É uma produção pensada para um grande palco, onde a video projecção, a electrónica em tempo real, os personagens cantores, e a cenografia, embora minimais e/ou condensados, inserem-se na tradição da grande ópera, quer através da sua escala temporal e de espaço, quer através do seu fio narrativo, centrado nos temas paradigmáticos da natureza humana — duas personagens apaixonam-se, envelhecem, desiludem-se e recordam as suas vidas enquanto uma terceira personagem, a narrativa, as acompanha como um fantasma das suas próprias histórias/memórias.APRESENTAÇÕES / PRESENTATIONS
Teatro Municipal da Guarda_23/02/19_21H30 [ESTREIA]Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco_27/02/19_21H30Teatro do Campo Alegre, Porto_01/03/19_21HTeatro Aveirense, Aveiro_10/03/19_17HTeatro Garcia de Resende, Évora_16/06/19_21H30Registo áudio (excerto) da apresentação realizada no Teatro Aveirense, Aveiro, a 10 de Março de 2019, no âmbito dos Reencontros de Música Contemporânea.