PONTO (I)MÓVEL de Maria Belo Costa
PONTO (I)MÓVEL de Maria Belo Costa
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA / ARTISTIC AND TECHNICAL CAST
CONCEPÇÃO, PERFORMER Maria Belo Costa COMPOSIÇÃO MUSICAL Carlos "Zíngaro" VÍDEO Nuno Carrusca EDIÇÃO VÍDEO Márcio Martins DESENHO DE LUZ E OPERAÇÃO TÉCNICA pedro fonseca/colectivo, a. c. DESIGN GRÁFICO, FOTOGRAFIA, OBJECTO CÉNICO Helder Milhano APOIO AO MOVIMENTO Yola Pinto PRODUÇÃO EXECUTIVA Pedro Fonseca FOTOGRAFIA Susana Paiva PRODUÇÃO Pé de Pano - Projectos Culturais CO-PRODUÇÃO Quarta Parede - Associação de Artes Performativas da Covilhã/Festival Y APOIOS CEM – Centro em Movimento, CENTA - Residência Artística, A MOAGEM – Cidade do Engenho e das Artes, Teatro Bocage – Lisboa, Gráfica do Tortosendo, HERMAR – Indústria de Confecções, Lda., Companhia de Teatro CÃES À SOLTA, Lar Major Rato, Alcains, António Jaime Duarte Silva, Mediação de Seguros, Restaurante O Cantinho, Alcains DATA DA ESTREIA Novembro de 2008 LOCAL Teatro das Beiras, CovilhãSINOPSE / SYNOPSIS
Em palco apresenta-se uma performer, aparentemente só.Telas de projecção, quase imperceptíveis de início, tornam-se tangíveis quando outras duas figuras femininas são convocadas para a cena, através do vídeo, espectros de mulheres que ela já foi, desdobrando relações entre si, reveladas através de uma acção natural e não de um confronto directo.Toda a violência e confronto são apresentados pela fisicalidade da performer “assombrada” e efectivada pela presença das outras duas figuras, mais estáticas e presenciais. O real versus o virtual. Aqui cria-se uma relação paradoxal, onde o corpo físico, tem mais de virtual do que as figuras projectadas, que constituem produtos acabados, retalhos de memórias que são manifestadas através deste corpo físico e móvel e, no entanto, em construção.Dançar as memórias, dançar o agora. Entenda-se: as memórias não são sinónimos de angústia, saudade, cristalização, antes querem dizer marca, rasto, trajecto sem sentido ascendente ou descendente, fazer.Das memórias para as emoções. Dos perceptos aos afectos.A memória, a individual e a colectiva, e a criação. Viver ou construir realidades.