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Carl Gustav Jung (1875 - 1961) nasceu em 26 de julho de 1875, em Kesswil, Suíça. Filho de um pastor, ele foi a única criança de quatro irmãos a sobreviver. Aos 12 anos, por conta de uma queda, sofreu episódios neuróticos de desmaios até entrar para a Universidade de Basel (1895) para estudar medicina.
Sua opinião era de que a psiquiatria era o encontro perfeito entre a medicina e a espiritualidade, portanto em 1902 concluiu sua dissertação de doutorado sobre a psicologia e a patologia do fenômenos ocultos, formando-se em medicina.
A partir de 1903 iniciou seu trabalho no Hospital Psiquiátrico Burghozoli e em 1906 inicia sua correspondência com Sigmund Freud. Mas enquanto seu preceptor enfatizava o sexo como motivação por trás do comportamento, Jung estava mais interessado em símbolos, sonhos e autoanálise, portanto a amizade entre eles foi rompida em 1912.
Neste momento constituiu-se a Psicologia Analítica, voltada para a integração plena entre consciente e inconsciente direcionadas ao processo de individuação, ou, do seu “verdadeiro eu”. Jung demonstrou especial interesse pelo o que na época constituía-se como psicologia primitiva, referindo-se às suas experiências com diferentes culturas na Índia, África Oriental e México.
Para Jung a psique poderia ser dividida em Ego, Inconsciente Pessoal e Inconsciente Coletivo, este último contendo experiências e informações que todos nós compartilhamos como espécie, como se fosse uma herança psicológica.
Sua teoria afirmava que os arquétipos, ou imagens primordiais, refletem padrões em comum que existem neste inconsciente coletivo, ajudando na organização e forma que o sujeito se relaciona com as experiências de vida. Esses arquétipos não podem ser aprendidos, pois são hereditários, universais e inatos.
De acordo com Jung o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos, embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um arquétipo, pois quanto mais um símbolo harmonizar-se com o material inconsciente, mais ele evocará uma resposta intensa ou emocionalmente carregada. O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo e ele é essa situação num dado momento.
O que chamamos de símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que nos pode ser familiar na vida cotidiana, embora possua conotações especiais além do seu significado evidente e convencional. Implica alguma coisa vaga, desconhecida ou oculta para nós. (Jung, C. O homem e seus símbolos).
A psique não pode ser identificada com a nossa consciência e o seu conteúdo, por fazer parte de nossa natureza o seu enigma é igualmente sem limites.
Jung é o fundador da Psicologia Analítica e considerado o terapeuta mais equilibrado em termos de psicoterapia, pois desde o início de sua obra busca o ponto central entre ciência e religião, entre a objetividade freudiana e a subjetividade adleriana (continuada pelas linhas humanistas e existencialistas), entre extroversão e introversão, entre pensamento e sentimento, entre intuição e sensação.
Ao contrário de Freud, que é mais cientista e psicopatologista, Jung constrói uma abordagem mais humana com foco no processo de individuação.
Texto de Lívia M. G. Lopes | Psicóloga
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