Se você chegou até aqui é por que tem interesse mas está meio receoso para decidir se essa é a melhor opção possível. Eu lhe entendo. Tomar uma decisão dessas tem que ser algo pensado, então reuni algumas informações aqui, que tenho certeza que você está por dentro delas mas talvez não lembre.
Vamos começar ;)
O primeiro grande benefício que recebe quem adquire a casa própria, naturalmente, é o de ficar livre do pagamento do aluguel. Afinal, morar em um imóvel alugado resolve o problema da moradia, mas não agrega mais nenhum valor à vida da pessoa ou da família dela.
Pelo contrário, o dinheiro gasto com aluguel jamais oferecerá qualquer retorno além do já obtido. Afinal, quando você paga o aluguel você está pagando pelo tempo que já usou o imóvel e não pelo uso presente ou futuro.
É claro que o direito de morar tem grande valor e o custo que ele gera é bastante justificável. No entanto, a moradia de aluguel, por maior tempo que ela dure, tem sempre algum aspecto provisório.
De fato, como o imóvel não pertence aos moradores, sempre existe a possibilidade de ele ser pedido pelo proprietário.
Assim, enquanto a casa própria permite a construção de vínculos permanentes, com o imóvel alugado prevalece apenas a condição da utilidade presente que ele proporciona.
Um cálculo básico sobre aluguel, multiplicar o valor mensal pelos meses morando alugado, ou que pretende morar alugado, abaixo:
Digamos que você pague 2.000 reais de aluguel, e já mora a 3 anos alugado, e pretende morar por mais 3 anos.. Temos um total de 6 anos, 6 anos são 72 meses. Logo:
2.000x72= 144.000 reais.
A Poupança rende pouco, mas segura. A bolsa rende muito, mas é arriscada. Contudo, as duas opções oferecem boa liquidez. Por outro lado, quando o assunto é a segurança aliada à rentabilidade, o aspecto da liquidez muitas vezes fica comprometido, o que permite inserir o mercado imobiliário como ótima opção de investimento que, em grande medida, contempla todas as boas qualidades dos investimentos.
É preciso considerar que as opções de investimento seguras que oferecem boa rentabilidade são aquelas prefixadas, a longo prazo, como são determinados títulos do Tesouro Nacional. Porém, para que os títulos ofereçam a rentabilidade total definida na contratação, o investidor deve aguardar o tempo necessário para que eles capitalizem, o que pode levar vários anos.
Além disso, quanto maior for o prazo da aplicação, menor será a alíquota do Imposto de Renda sobre os rendimentos. Isso significa que quem precisa do dinheiro antecipadamente perde rentabilidade e paga um tributo maior.
Quem investe na casa própria se livra desse problema. Ainda que um imóvel dependa de um determinado tempo para ser vendido, se ele estiver no preço adequado, terá boa liquidez e a venda acabará se concretizando em um prazo razoável.
Ora, ainda que o pensamento de quem investe na compra de uma casa não esteja voltado para a rentabilidade, é indispensável considerar todos esses aspectos. Afinal, estamos tratando de um bem de valor elevado, que tem grande importância patrimonial, o que exige uma avaliação pelo ponto de vista dos investimentos.
E por falar em valor patrimonial, outro aspecto que é bastante benéfico para quem adquire uma residência está exatamente na perspectiva de poder construir um sólido patrimônio. Diferente de outras aplicações, que são representadas por valores numéricos ou por papéis, os imóveis são bens concretos, cuja materialidade é de fácil comprovação.
Por isso mesmo eles são tão seguros. A segurança é tanta que nas operações de crédito realizadas pelos bancos os imóveis são considerados garantias de pagamento das mais confiáveis que, em muitos casos, chegam a ser exigidas.
Pelo mesmo motivo, é frequente que os fiadores de aluguéis e também dos empréstimos tenham que apresentar imóveis como garantia. Com isso, eles conseguem comprovar que poderão assumir a responsabilidade sobre uma dívida, caso o devedor original se torne inadimplente.
Portanto, quando alguém adquire a casa própria, também vem uma grande estabilidade, que exerce influência direta sobre a vida do proprietário.
Nesse aspecto, é importante considerar que essa estabilidade não se restringe ao proprietário do imóvel e se estende para toda a família, que pode contar com ela ao longo de toda a vida e também além dela.
Vale destacar que quem tem uma casa própria consegue oferecer tranquilidade para a família enquanto está vivo e também no momento em que falta, uma vez que a moradia continuará existindo mesmo depois que a pessoa morre. Além disso, se por qualquer motivo houver a necessidade de venda, o imóvel servirá como fonte de recursos que poderá solucionar as necessidades que surgirem.
Sob a alegação da falta de dinheiro para fazer a compra, frequentemente as pessoas que moram em um imóvel alugado adiam por tempo indeterminado o acesso a todos os benefícios que foram apontados até aqui. Aliás, muitas vezes essa possibilidade sequer é considerada, uma vez que os eternos inquilinos não acreditam que podem ser capazes de comprar uma casa.
Contudo, existem várias alternativas que permitem a aquisição de um imóvel residencial e a maior parte delas não exige que a pessoa tenha muito dinheiro em mão.
De fato, quanto maior for a quantia disponível, melhor será a negociação. Porém, mesmo com pouco recurso é possível pensar nesse tipo de investimento.
Caso você tenha concordado conosco em alguns aspectos citados acima, estamos prontos para tirar suas dúvidas.