A formação do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí teve início em 2005. A iniciativa partiu de empreendimentos e entidades da economia solidária que atuavam no município e identificaram a necessidade de um espaço para a comercialização de produtos, para a troca de experiências e a realização de formações para os grupos.
A história de vida da Economia Solidária em Itajaí, litoral de Santa Catarina, tem início com o Centro de Direitos Humanos e o surgimento da empresa de autogestão Fio Nobre, na década de 90.
Impulsionado pela articulação junto ao Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e a Rede de Economia Solidária do Vale do Itajaí (RESVI) promovem-se diversas iniciativas em políticas públicas de economia solidária no município, a saber: criação do Departamento de Economia Solidária na secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEDEER) e ainda, a aprovação do projeto do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí, junto a Secretaria Nacional de Economia Solidária (MTE/SENAES)
O projeto do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí delineava-se inicialmente com a aprovação da obtenção de recursos através da Fundação Banco do Brasil e SENAES, destinados a compra de equipamentos, móveis e expositores.
Em novembro de 2005 realiza-se a Audiência Pública de instituição do Conselho Geral de Gestão do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí.
O conselho reúne-se diversas vezes até a localidade da sede do centro ser definida por consenso. Entretanto, desvelavam-se ainda muitos desafios para que efetivamente o Centro Público de Economia Solidária de Itajaí se estabelecesse e atendesse aos objetivos apontados em seu respectivo Termo de Referência.
Somando esforços nessa tarefa, o projeto CEPESC, Centro Público de Economia Solidária e Cidadania, executado pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) com a colaboração do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), viabiliza-se mais de 500 horas de atividades de formação e capacitação, nas mais diversas áreas. Além da formação, o projeto garante novos expositores, veículo e equipamentos, e a contratação de duas pessoas para auxiliar o funcionamento do CEPESI, cuja inauguração oficial deu-se em 09 de fevereiro de 2007, contando com a presença de mais de 100 pessoas.
Após um ano de existência do CEPESI, verificam-se expressivos resultados perante a sociedade e importantes avaliações por parte do movimento.
Primeiramente, pode-se destacar entre os positivos resultados, o empoderamento do movimento de economia solidária local. Em seus primeiros anos, representados através do Conselho Gestor do CEPESI, participam 11 empreendimentos e iniciativas econômicas solidárias: Cooperativa Fio Nobre, Grupo Bio-Jóias Afro, Cooperativa Central de Costureiras, Grupo Cultural Tarrafa Elétrica, Jaé Sonora Arte Popular, Cooperativa de Coletores de Materiais Recicláveis da Foz do Rio Itajaí-Açu, Lanchonete da Terra Trancendental, Núcleo Terapêutico, Empresa de Autogestão Sepre Viva, Grupo Vida Nova e Associação Amigos da Arte e Cultura de Piçarras, AMARK. Além de 9 instituições de apoio e fomento: Universidade Vale do Itajaí, Núcleo Afro-Descendente Manoel Martin dos Passos, Associação Ambientalista Voluntários pela Verdade Ambiental, Centro de Arte, Cultura e Comunicação Popular Barca do Povo, Associação Fala Guri, Ação Social Paroquial São João Batista, Instituto Frater, Centro de Direitos Humanos de Itajaí e Associação Vovó Anália. E ainda 2 instituições governamentais, Prefeitura Municipal de Itajaí e Delegacia Regional do Trabalho.
Nossas gestões:
2007 a 2009 Marcia
2009 a 2011 Marcia
2011 a 2013 Filomena
2013 a 2015 Iara
2016 a 2018Elisabete
2019 a 2020 Isaura
2021 a 2023 Marcia