Os brinquedos tradicionais despertam a curiosidade das crianças e permitem oferecer aos adultos o prazer nostálgico de reviver bons momentos da sua infância.
Os brinquedos tradicionais despertam a curiosidade das crianças e permitem oferecer aos adultos o prazer nostálgico de reviver bons momentos da sua infância.
Mas antes, já 1955, a fábrica tinha deixado de trabalhar com o pinho. Foi, mais ou menos, nessa altura que Manuel Ferreira ganhou o seu espaço. Hoje, toda gente o conhece por Manuel Encrenca mas, na verdade, Encrenca era o pai, diz num misto de orgulho e resignação. Depois de passar dos 80 anos, a saúde deixou de ser a mesma. «São os pulmões que sofrem mais, menina». Porém, o olhar continua malandro. Manuel aprendeu o ofício em que trabalhou toda a vida com o pai de Júlio. «Ensinaram-me a fazer brinquedos de madeira e nunca mais quis outra coisa». Mas veio a Segunda Guerra Mundial e os conflitos nas colónias. E a PEPE JATO virou-se para o plástico. O desgosto levou-o a despedir-se. À época, o dono da fábrica aceitou e deu-lhe as máquinas de produzir brinquedos de madeira, com a garantia de que, «se não desse certo, podia sempre voltar», conta Manuel. «Felizmente nunca mais regressei». Montou a oficina em casa e o negócio prosperou. Assim criou os filhos e construiu a vida, já lá vão 60 anos. Júlio e Manuel são os resistentes. Juntos são ‘danados para a brincadeira’. Contudo, no final das contas, brincar é uma coisa muito séria para ambos. «Se não fôssemos nós, o que seria do brinquedo?»
Devido à 2ª Guerra mundial, houve falta de chapa Flandres, o que originou uma procura nas litografias de chapa e sucatas, de latas velhas já utilizadas, para se reciclar e reaproveitar estas para utilizar no fabrico de brinquedos.
Na maioria os brinquedos eram feitos da recuperação de latas de azeite e sardinha de exportação
Desde o seu inicio e até ao ano de 1945 o transporte dos brinquedos “JAJ” era feito através de um carro de bois, de Alfena até Ermesinde e Campanhã (Porto), onde se encontravam os Caminhos de Ferro, para que fosse possível o despacho destes brinquedos, para os diversos pontos de Portugal.
Foi principalmente por este motivo que, no ano de 1946 a empresa “JAJ” se transferiu para a vizinha Vila de Ermesinde, com a construção de novas instalações denominando-se como “A industrial de Quinquilharias de Ermesinde”, local onde este artesão inventa a chamada “Corda de fita de aço” sendo o primeiro a fabricar um brinquedo movido por este sistema de locomoção.
No ano de 1955 esta empresa altera o seu nome para “Fábrica de Artigos em Plástico JATO de José Augusto Júnior”, passando a utilizar então a sigla “JATO”, com um misto de brinquedos fabricados em chapa, plástico e madeira, onde se se evidencia a 1ª máquina de injeção de plásticos com alavancas, sendo nesta altura a maior empresa em Portugal, com cerca de 90 trabalhadores, a criar e produzir brinquedos.
Desde 2012 denominada BruPlast e a funcionar em Alfena com quatro funcionários, “é a única a fazer brinquedos no país, produzindo para casas de artesanato e por encomenda