Durante as sessões do comitê da UNESCO, o delegado da Federação Russa, mostrou-se disposto a adotar e propor medidas que ajudariam na solução da fuga de cérebros no globo e em seu próprio país, apresentando essa postura até mesmo em seu DPO (Documento de Posicionamento Oficial), como no trecho: “Nesse ínterim, tal pauta está sujeita a advir em diversos países, posto isso, é preciso que sejam remanejadas as óticas diante essa questão, indo conforme o preceito de proteger a mão de obra da nação russa e as demais presentes no comitê.” Entretanto, para a nossa infelicidade e da população mundial, a delegação começou a manifestar uma incongruência ao não declarar necessidade de suporte em certas decisões anexadas nos documentos.
Visto isso, o excelentíssimo Cape Argus, convidou o delegado para responder a alguns questionamentos durante a coletiva de imprensa. A repórter iniciou com a seguinte pergunta: “Visto que a pandemia gerou intensificação do êxodo intelectual e que a Rússia possui números cada vez maiores de casos de Covid-19, conforme as diversas notícias que circundam o globo, gostaria de saber o motivo pelo qual a sua delegação não aceitou o oferecimento de profissionais da saúde por Cuba em uma das propostas de resolução”. Em resposta, o diplomata foi bastante acurado: “A nação russa tem propriedade dos casos de Covid, da sua crescente, mas também há convicção de que os estados provém de bons profissionais de saúde, a aplicação da vacina está tendo uma remanescente maior, por isso a gente não vê precaução, nem viabilidade de gastar dinheiro em profissionais de saúde vindos de Cuba, visto que estamos lidando com o êxodo intelectual, então estaríamos incitando esse êxodo contratando profissionais de Cuba”.
Contudo, a explicação não foi segundo as recentes medidas tomadas pela Rússia, que solicitou trabalhadores em idade de aposentadoria, que pararam de trabalhar durante a pandemia e que provavelmente ocupam grupos de risco para retornar aos seus postos, ao invés de convidar os médicos recém-formados ou com pouca experiência, evitando o possível êxodo desses profissionais. Ao ser indagado sobre isso, o representante russo ofereceu uma resposta bem preocupante para a sua própria população: “A Rússia acredita ser melhor confiar em trabalhadores mais experientes do que profissionais recém-formados que possam ter uma margem de negligência médica”. Desse modo, o delegado basicamente não considerou que os médicos experientes um dia foram recém formados e que tiveram avanços na carreira através de oportunidades, que parecem não ser ofertadas aos novos aspirantes. Assim finalizei com o comentário: “Se o senhor acredita que esses profissionais são incapazes, então provavelmente os mesmos irão aderir a fuga de cérebros e migrar para outros países, sendo totalmente contrário ao que propõe o nosso comitê”. Desse modo, encerrou-se a nossa coletiva de imprensa, com respostas precisas, porém alarmantes.
Por Júlia Querino