Delegados passaram, hoje (03), por altos e baixos nas sessões da UNESCO sobre a fuga de cérebros, marcadas por divisões e falta de medidas.
A primeira sessão, apesar de pôr vezes ter chamadas de atenção em questão da lista de oradores, foi produtiva. Entre os debates a respeito do primeiro tópico da agenda, delegados defenderam a criação de fundos para auxiliar os investimentos em educação, direcionados à criação de centros educacionais e à infraestrutura de iniciação científica nos países fragilizados, além da fiscalização das quantias levantadas. A delegação Sul Africana chegou a defender um intercâmbio entre as nações, onde haveria a distribuição de bolsas pelas nações desenvolvidas para estimular uma migração temporária, reduzindo a fuga de cérebros. Entretanto, a ideia gerou divisões entre os delegados, Argentina e Rússia, por exemplo, argumentaram contra, afirmando que não seria suficiente para solucionar a problemática. Ademais, foi iniciado o primeiro documento de trabalho, esclarecendo os tópicos discutidos.
Na segunda sessão, o ritmo anteriormente criado foi rompido e entre falas improdutivas, uma estudante brasileira interveio, afirmando a necessidade de medidas realmente efetivas. Apesar disso, as nações persistiram na discussão da migração temporária e fundos, não obtendo progresso na confecção dos documentos. Enquanto isso, a delegação japonesa clamou por um olhar humanitário solicitado pela estudante e pediu que houvesse avanços nos temas abordados. Em uma situação já complicada, os delegados receberam a notícia de que a criação de fundos não seria uma opção viável, impactando o único tópico definido no documento de trabalho. Assim, passaram a discutir metas para a redução da fuga de cérebros, finalizando o primeiro dia sem a apresentação de documentos e com questões em aberto.
Por Júlia Almeida Querino