Sempre usei esse site como uma espécie de refúgio, um lugar meu em que eu pudesse demonstrar meus sentimentos e anseios da maneira mais crua possível, e mesmo assim podendo jogá-los para o mundo, para que pesasse menos e que um dia eu pudesse olhar para esses anos, para esses textos e sentir novamente cada sílaba de sentimento que eu escrevi nesses diversos parágrafos. E por isso, parei meus estudos para fazer esse mini ensaio, que tenho quase convicção que ninguém irá ler além de uma futura Ana, para tentar entender o que bulhufas se passam na minha cabeça ultimamente.
Entrei no terceiro ano com uma animação tremenda, e não que isso tenha acabado, mas depois de oito meses vivendo um ritmo frenético eu constantemente me sinto a beira de um, um...
q u a n d o e s p e r o
m a s nenhum s i n a l vem
q u a n d o
r e z o p o r um c a l o r
inexistente
Enfim, um surto como qualquer adolescente na minha idade, como alguém que tenta sempre dar o seu máximo mas erra incontáveis vezes todos os dias, como uma grande sonhadora que vive como se fosse um filme ( talvez devesse parar de fazer isso). E eu acho perigoso honestamente, a forma de como lidamos com isso, de que se fossemos algo além de 100% feliz estaríamos errados ou quebrados de alguma forma, e no final só estamos sendo pessoas normais ( sem ser o livro k), que não são programadas, pessoas que desejam, que sofrem, que amam. Na minha perspectiva, ser vulnerável, ser sentimental é um simbolo de força, mostrar quem és sem medo de julgamento ou de desilusões, é muito difícil, é arriscado, mas é empolgante.
Porém, infelizmente parece que estamos cada vez mais robotizados em postar toda hora nossos momentos “felizes” o bastantes para termos likes; somos impessoais com os outros em com nós mesmos. Entre surtos e desesperos, espero que até o final desse ano, eu continue tentando, sendo mais forte, mais presente, para os meus amigos, para a minha família e pro meu du. Por que no final, eles são tudo que eu preciso... Bom além de uma qualidade de vida, saúde, alimentação e cinema, mas quem liga para essas coisas?
Ana Fulgêncio
21/10/24