Querido Renato,
Já fazem dois meses que não nos falamos né? O tempo realmente voa… A última vez conversamos por horas que até pareceram intermináveis, mas infelizmente não foram. Ah meu querido amigo, como sinto sua falta! Suas palavras latentes inundadas de paixão que sempre me botaram para cima.
Sinto lhe informar que continuo com a cabeça cheia, de ideias e sentimentos, que ora servem para algo, ora afundam na escuridão. Por exemplo, me vi muito perturbada ao tentar me aprofundar em propriedades coligativas, e me perdi num mar que não acho que consiga alcançar o fundo. Isso me evoca aquele nosso papo sobre melodrama, você se recorda? De quando tudo que queríamos era viver cenas de um filme do Godard, de chorar enquanto passava Édith Piaf no fundo, éramos muito tolos! Posso te listar alguns momentos trágicos como este, e te afirmo que o maior desejo passou a viver em uma realidade parecida com “Sex In The City”, porque elas de alguma forma sempre se dão bem, e vivem em lindos apartamentos em Nova Iorque, o que acha?
Para além disso, desde o nosso último contato tenho tentado focar em coisas mais concretas, não que eu tenha virado o Walter Franco, mas de analisar a vida como uma “Causa e Efeito”, e tem sido péssimo, acho que não nasci para ver as coisas de forma analítica. Às vezes até da certo, mas tudo fica mais chato e mecanizado ao encarar minhas experiências assim.
Mas, tenho estado bem e tentando correr atrás dos meus anseios. E você, Senhor Estrelo, como vai?
Com carinho;
Da sua Ana.
Enviado 20/11/24 às 14h46