1999 o último ano da década de 90 uma década definitivamente marcante no mundo cinematográfico nos EUA, o país se enxergava no fim da guerra fria, sem o medo de ter bombas vindo a sua direção, agora a vida era estável e monótona.
Em várias obras dá pra se criticar a vida nesse tempo, e um filme que representa bem isso é ‘Beleza Americana', além de falar de perspectivas diferentes o filme fala muito sobre identidade. A narrativa começa logo após o personagem do Kevin Spacey ficar obcecado pela amiga de sua filha, que serve como um ponto de escape de sua rotina entediante, no entanto sua esposa apenas se importa nas aparências, logo no que as pessoas pensam, isso fica claro na cena que ela limpa a saca que está prestes a vender minuciosamente, e bom a sua filha é insatisfeita com sua aparência. O filme todo se baseia em como querem ser vistos/como são e como querem ser.
Que me lembra ‘Clube da Luta’ um filme sobre consumismo e também identidade, logo após o narrador se encontrar numa rotina monótona e entediante e com isso começar a ter insônia, começa a frequentar uns grupos de apoio, mesmo os sentimentos não sendo verdadeiros, funciona, mas toda a angústia e a insônia voltam a conhecer uma mulher, que começa a ir nos grupos de apoio, e ele solta essa raiva do modo mais macho man possível, lutando por esporte, e bom o Tyler odiava a forma que o narrador vivia, sendo provavelmente a maior crítica ao consumismo, “que se você tem um apartamento bem mobiliado ou um carro fodão, você é feliz”.
O que me lembra uma frase que eu vi, “compro logo existo.” Que também foi o tema da redação do Enem de 2018. E hoje em dia não estamos bem diferentes, você não é mais o que você necessariamente tem, mas quantos likes ou seguidores tem em alguma rede social, sei lá eu com certeza imaginaria o Tyler hoje em dia deletando contas no Instagram.
Escrito Por: Ana