Filósofo e escritor, Antero de Quental (1842-1891) foi um dos maiores poetas portugueses, sendo os seus sonetos comparáveis aos de Camões e Bocage. É uma das figuras mais importantes da 'Geração de 70', grupo de intelectuais empenhado em introduzir em Portugal uma revolução cultural e sociopolítica, representada pelos ideais do Realismo e do Socialismo. A esse grupo também pertenceram Eça de Queirós, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão, entre outros.
'Causas da Decadência dos Povos Peninsulares' é uma obra em prosa, de cariz histórico, em que Antero analisa as causas do atraso de Portugal e Espanha a partir do século XVI.
Ala dos Namorados? Estranho? É verdade, existiu mesmo uma Ala dos Namorados, que foi a secção esquerda do exército português na Batalha de Aljubarrota, no século XIV. Este livro é um romance histórico que narra as proezas de um famoso grupo de jovens cavaleiros que foi chamado de “Ala dos Namorados” por terem idades entre os 18 e os 25 anos, serem solteiros, apaixonados e corajosos. Muitos deles viriam a tornar-se nos maiores heróis da cavalaria medieval portuguesa.
O escritor, António Campos Júnior (1850-1917), foi romancista, jornalista, historiador e oficial do exército. O género literário que mais cultivou foi o romance histórico.
António Ferreira (1528-1569) é um humanista, considerado um dos maiores poetas do classicismo renascentista de língua portuguesa. Destacou-se na elegia, epístolas, odes e teatro. A sua obra mais conhecida é uma tragédia, 'A Castro' ou 'Tragédia de Inês de Castro', de inspiração clássica, em cinco atos. O tema desta peça de teatro são os amores do príncipe D. Pedro e Inês de Castro e o assassinato desta em 1355, por ordem do pai do príncipe, o rei Afonso IV de Portugal, motivado por razões de estado.
Fonte: 'António Ferreira' em Palavras27, Parque dos Poetas, C.M.Oeiras
'Cultura Científica em Portugal' é um ensaio que «tem por objetivo mapear algumas iniciativas de promoção da cultura científica e tecnológica que tiveram lugar nas últimas duas décadas em Portugal, criando uma primeira abordagem panorâmica a este tema que, longe de ser exaustiva, não tem a pretensão de ser uma obra fechada podendo antes servir de base a outros trabalhos sobre o mesmo tema que venham a realizar-se nos próximos anos.»
Fonte: Introdução a 'Cultura Científica em Portugal: ferramentas para perceber o mundo e aprender a mudá-lo'
António José da Silva (1705-1739) foi poeta, dramaturgo e comediógrafo, sendo considerado o dramaturgo português mais importante entre Gil Vicente e Almeida Garrett. Originário de uma família de cristãos-novos, antigos judeus (daí o seu epíteto de "O Judeu"), foi perseguido pela Inquisição, sob acusação de ele e a sua família praticarem a religião judaica em segredo. Em consequência disso, foi executado num auto de fé. Conhecido pelo talento cómico das suas sátiras, ridicularizou a sociedade portuguesa do seu tempo, fazendo muitos inimigos, facto a que não é decerto alheia a sua morte. O público apreciava o estilo inovador do escritor: textos em prosa, marionetas em vez de atores e música com cantores.
'Guerras do Alecrim e Manjerona' é uma peça cómica que satiriza a rivalidade de dois grupos carnavalescos, o 'Alecrim' e a 'Manjerona', que animavam a Lisboa da época, e que tem o seguinte enredo: dois jovens, D. Fuas e D. Gilvaz, fidalgos caça-dotes, enchem de galanteios duas irmãs, meninas ricas, sobrinhas do avarento D. Lançarote. Os corações de D. Nise e D. Clóris, cedem, mas o tio levanta obstáculos a estes amores porque prometera a D. Tibúrcio uma das donzelas em casamento. É aqui que entram em cena os criados Semicúpio, Sevadilha e Fagundes que vão dar um final feliz à intriga amorosa.
Fontes: 'António José da Silva' em Wikipédia
Porto Editora, 'António José da Silva', em Infopédia
Porto Editora, 'Guerras do Alecrim e Manjerona', em Infopédia
RTP, 'Magazine de Teatro - Guerras de Alecrim e Manjerona' (Excerto de Magazine de
A novela 'As Obras do Diabinho da Mão Furada' foi «escrita durante os inícios do século XVIII (...) e tem a particularidade de ser considerada a primeira novela de “terror” portuguesa, apesar de conter também muitos elementos cómicos. Sendo de autoria anónima, a obra tem levantado uma ampla discussão em torno da identidade do seu autor a partir do momento em que o seu manuscrito (ou uma cópia do original) foi descoberto no século seguinte. Mesmo quando se levantou a presunção de ter sido uma obra da autoria de António José da Silva (...), esta não foi consensual. No entanto acabou por ser publicada em 1861, pela primeira vez, com o título e o subtítulo de “Obras do Diabinho da Mão Furada - uma novela Diabólica de António José da Silva” (...). Fosse ou não o autor, o seu nome acabou por ficar associado à obra.
Mas a obra certamente foi escrita com o intuito de aterrorizar e de divertir (...), e faz um retrato perfeito e mordaz da mentalidade e dos costumes da época em que foi escrita. É uma aventura que descreve uma caminhada do Alentejo a Lisboa, cheia de peripécia[s] e com elementos que claramente invocam a obra de Dante Alighieri, “A Divina Comédia”, que tanto servem para aterrorizar, moralizar (pelo medo) e para divertir através do sarcasmo e da paródia.
Será pertinente falar também do “demónio” que a obra invoca: O Diabinho da Mão Furada. O nome original deste personagem, e pelo qual ainda é conhecido nalguns locais do Norte de Portugal, é Duende da Mão Furada – uma criatura folclórica galaico-portuguesa que remota ao tempo dos celtiberos. (...) É um duende caseiro que tanto concede favores e benefícios como engana e prega partidas. Tem as mãos furadas porque são mãos “cheias de enganos” e não se pode confiar nele, (...).»
Fonte: Equipa Luso Livros, 'Breve Nota sobre a Obra' (no ebook acima disponibilizado)
Pouco se sabe sobre António Manuel Policarpo da Silva (séc. XVIII-XIX). Foi livreiro e editor, tinha convicções liberais e a obra 'O Piolho Viajante', que no início foi publicada anonimamente em fascículos, satiriza os costumes da sociedade portuguesa do final do século XVIII e início do XIX. Foi um dos livros mais lidos no Brasil oitocentista.
António Nobre (1867-1900) foi um poeta que morreu novo e que expressa nos seus versos subjetivismo, tristeza, nostalgia e amargura. No entanto, estes aspetos são suavizados pela autoironia. Quando publica o livro 'Só', define-o como "o livro mais triste que há em Portugal". A obra combina romantismo com simbolismo de influência francesa, tendo algo de único no seu simbolismo ao fundir a linguagem requintada, própria desta corrente literária, com um estilo coloquial e simples.
Fontes: Porto Editora, 'António Nobre', em Infopédia
António Patrício (1878-1930) foi escritor e diplomata. Depois de proclamada a República, a sua carreira levou-o a conhecer várias cidades do mundo, acabando por falecer em Macau.
«Como escritor, convergem em António Patrício tendências simbolistas, decadentistas e saudosistas, a que se alia a influência do niilismo de Nietzsche, nomeadamente na recusa de uma finalidade da vida exterior à própria vida. Esta conceção (...) conjuga-se com um certo panteísmo, na vivência de cada momento perante a omnipresença da morte (...), numa intensa espiritualidade que se manifesta em motivos como a saudade e as contradições e dualismos do homem (finitude e infinitude, carne e espírito, insaciabilidade do donjuanismo), na ânsia nostálgica de absoluto, por exemplo, no amor. » 'Serão Inquieto' é uma coletânea de contos. Contém: 'Diálogo com uma Águia', 'O Precoce', 'O Homem das Fontes', 'Suze', 'O Veiga' e 'Words...'