Abel Botelho nasceu em 1854 e faleceu em Buenos Aires, como embaixador, em 1917.
Do ponto de vista literário é representante, em Portugal, do Realismo extremo, conhecido como Naturalismo. Entre muitas obras, escreveu as que aqui se disponibilizam: 'Amanhã' e o 'Barão de Lavos'. 'Amanhã' é o primeiro romance em português com um enredo em torno da classe operária e o anarquismo. 'O Barão de Lavos' é um romance que aborda a homossexualidade, algo inédito na época. Há, inclusive, quem considere esta obra como a primeira a conter o tema na literatura portuguesa.
Alberto Caeiro é um dos heterónimos de Fernando Pessoa.
Em baixo, inserimos um documento sobre Alberto Caeiro, existente no Slideshare onde poderás encontrar muitos outros 'powerpoints' sobre todas as matérias.
A versão 2 de 'Lendas e Narrativas' é a mais completa, pois incorpora os dois volumes com que a obra foi publicada originalmente e apresenta as lendas na sua ordem cronológica, tal como Alexandre Herculano as enumerou.
No entanto, não contém a narrativa "Pároco de Aldeia", incluída na versão 1.
Alexandre Herculano (1810-1877) «foi, essencialmente, um intelectual, um homem de letras que refletiu sobre os problemas do seu tempo. Deixou uma importante obra literária, sobretudo romances históricos, mas também peças de teatro, poesia e ensaios, opúsculos e reflexões sobre o Estado, a sociedade e a Igreja de Portugal. Foi o introdutor do Romantismo, a par de Almeida Garrett. Contudo, o seu maior contributo foi no campo da História. Pode afirmar‑se que Alexandre Herculano foi o primeiro historiador moderno português, tendo-se dedicado, sobretudo, ao estudo das origens de Portugal e dos problemas políticos e sociais da Idade Média, assim como à publicação de documentos, de forma crítica e rigorosa. Assume particular relevância a sua 'História de Portugal', em vários volumes, que continua a ser um trabalho de grande valor e de importância fundamental para os medievalistas dos nossos dias.»
Fonte: Paulo Sousa Pinto, 'Uma Biografia de Alexandre Herculano', em RTP Ensina
Eurico, o Presbítero, é um romance histórico que se passa na época do fim do reino visigodo, na região que atualmente compreende Portugal e Espanha. O fim deste reino deve-se à invasão muçulmana da quase totalidade da Península Ibérica no século VIII. «O enredo baseia-se no amor de Eurico por Hermengarda. Recusado pela família dela, por ser de classe social diferente, Eurico entrega-se à vida religiosa. Herculano analisa o tema do celibato clerical, mostrando a sua incompatibilidade com a liberdade da paixão amorosa. »
Fontes: 'Eurico, o Presbítero', em Wikipédia
Dilva Frazão, 'Alexandre Herculano', em Ebiografia
Lendas e Narrativas é uma coletânea de contos e novelas. Nesta «encontram-se textos de inspiração popular, que podemos associar ao nacionalismo literário da época, e de temática fantástica, como é o caso de "A Dama Pé de Cabra"; (...) narrativas de fundo histórico, (...), como "A Abóbada" e "O Bispo Negro", que tiveram um papel fundamental na introdução da ficção histórica no nosso país e refletem o apreço de Herculano (e dos românticos em geral) pela Idade Média.»
Fonte: Porto Editora, 'Lendas e Narrativas' em Infopédia
O Bobo é um romance histórico que evoca a época do Condado Portucalense e as origens de Portugal. No Castelo de Guimarães, a figura central do enredo é D. Bibas, o bobo, espetador silencioso de intrigas e paixões. Além desta personagem, também se destacam o jovem Afonso Henriques e o Conde de Trava, amante de D. Teresa.