Aos eternos alunos.
Dessa convivência mútua, como mestre e discípulos, retirei uma lição para minha vida: “Os professores são como membros de uma ordem religiosa: é preciso que cada um deles seja um exemplo de virtude, se não quiser que os crentes percam a fé”. Os professores inspiram novos ideais, novas descobertas, são incentivadores aos seus discípulos, mas, para isso, inegável, que sua conduta diuturna seja exemplo a ser seguido.
E, nesse contubérnio, pude entender o verdadeiro sentido de lecionar: Ser professor não quer dizer insensibilidade, que o professor, para ser justo, nem por isso deve ser impiedoso. Ensinar quer dizer compreensão, mas o caminho mais direto para compreender o seu semelhante é aproximar-se deles com o sentimento, pois, o maior ensinamento é o exemplo.
Sei que um dia em plena carreira jurídica, aos futuros advogados quando forem assinar as petições, as contestações, os recursos dirigidos aos Tribunais/ aos futuros magistrados, quando forem assinar as sentenças, os acórdãos/ e aos futuros promotores, procuradores de Justiça, quando forem assinar os pareceres, as denúncias, ali estará a marca de nossa convivência, de nosso aprendizado.
Quando já operadores do direito, não prejulguem ninguém, pois, por trás de cada processo que examinarem, existe uma pessoa, homem ou mulher, que tem uma vida, uma família, uma pessoa amada. Não podemos impor a essa pessoa, sem conhecer sua verdade, sofrimentos desnecessários e injustos.
A mensagem que deixo é: Amém o mundo apaixonadamente e deixem um legado de admiração e apreço pelas pessoas existentes nesse universo.Não se intimidem com os fatos da vida, mesmo aqueles mais penosos e sofridos. Utilizem o bom humor e o riso como meios para criar situações mais humanas. Encarem os seus medos e revejam sempre as suas crenças limitantes para melhor usufruir de suas forças interiores.