Saudações, povo do continente:
O mar não esquece quem o observa da areia.
Durante luas inteiras rondamos esta costa, com a vela rasgada sussurrando nomes que vocês não ouviram.
Na proa, entre gargalhadas tortas e garrafas vazias, havia olhos atentos.
Sempre há.
De longe víamos mapas iguais sendo celebrados como relíquias. Rotas curtas vendidas como travessias épicas.
Nosso Capitão sorria.
A agulha canta mais alto que qualquer chamado e alguns dirão para manter distância. Outros fingirão que não viram o navio ancorar.
Mas a névoa já tocou a terra firme.
Comam e bebam.
Durmam como quem acredita que o mar é só paisagem.
A maré virou.
A Tatuaria — ATO 3
La Carta Negra