ASTROLOGIA, PSIQUE E COSMOS
Uma arte de conhecer a si mesmo, transformar feridas e participar conscientemente do próprio acontecer.
MAPAS NATAIS - TRÂNSITOS - REVOLUÇÕES - SINASTRIAS -
TIRAGENS DE TAROT - MAGIA PLANETÁRIA -
PSICOTERAPIA ANALÍTICA
Meu trabalho com Astrologia parte de uma compreensão muito diferente daquela que reduz os signos a características de personalidade, previsões genéricas ou conteúdos rápidos sobre comportamento.
A Astrologia possui uma história milenar. Em diferentes épocas, esteve relacionada à observação do céu, à filosofia, à medicina, à religião, à magia, às concepções antigas de natureza e às grandes perguntas humanas sobre destino, liberdade, tempo e sentido.
É a partir dessa perspectiva que desenvolvo minhas análises.
O mapa natal não é, para mim, uma sentença sobre aquilo que alguém inevitavelmente será. Ele é uma configuração simbólica complexa, capaz de abrir perguntas sobre tendências, conflitos, potencialidades, repetições, temporalidades e diferentes maneiras pelas quais uma existência pode se realizar.
Por isso, não trabalho apenas com a interpretação pontual de mapas. Desenvolvo também um processo de Terapia Astrológica, no qual o mapa natal, os trânsitos e outros ciclos podem ser acompanhados ao longo do tempo, tornando-se instrumentos para a investigação continuada da própria existência.
Nesse processo, uma pergunta torna-se mais importante do que simplesmente “o que vai acontecer?”:
O que posso fazer com aquilo que está acontecendo comigo?
TAROT
ASTROLOGIA
PSICOTERAPIA CLÍNICA
Mapa Natal
Também conhecido como carta natal, é uma representação gráfica das posições dos planetas no momento exato do nascimento de uma pessoa. Ele é uma ferramenta fundamental na astrologia e é utilizado para fornecer insights sobre a personalidade, características, tendências e potenciais da vida de um indivíduo. O mapa natal é criado usando informações precisas sobre o local, data e hora exatos do nascimento de uma pessoa.
Trânsitos
Referem-se à passagem dos planetas em movimento sobre pontos específicos no mapa astral de uma pessoa; ferramenta utilizada para analisar influências astrológicas temporárias e mapear tendências na vida de uma pessoa.
Revolução Solar
Técnica astrológica utilizada para interpretar o mapa astral que representa as posições dos planetas no momento do aniversário de uma pessoa. A ideia é que, a cada ano, no exato momento em que o Sol retorna à mesma posição em que estava no momento do nascimento (chamado de "retorno solar"), um novo mapa astrológico pode ser criado para fornecer insights sobre o ano vindouro. É uma ferramenta adicional para examinar tendências específicas e influências que podem ocorrer ao longo do próximo ano.
Sinastria
Técnica astrológica que se concentra na análise da compatibilidade e dinâmica entre os mapas natais de duas pessoas em um relacionamento. Em outras palavras, a sinastria é a astrologia de relacionamento, utilizando os princípios da astrologia para entender a interação específica entre as energias astrológicas individuais de duas pessoas. Trabalha com a Posição ATUAL dos planetas em aspectos nos mapas em questão, e não com a Posição VIRTUAL dos mesmos, como ocorre no Mapa Composto.
Terapia Astrológica
Nos encontros continuados, podemos retornar ao mapa natal, observar os ciclos que estão sendo vividos e acompanhar como determinados temas aparecem concretamente na vida: relações afetivas, trabalho, família, sexualidade, criatividade, espiritualidade, perdas, mudanças, conflitos, desejos, crises e momentos de transformação.
O mapa deixa então de ser apenas algo que se “interpreta” e passa a funcionar como uma espécie de cartografia simbólica da experiência.
Mas nenhuma configuração astrológica fala sozinha.
É preciso colocá-la em relação com aquilo que a pessoa vive, sente, lembra, deseja, teme, repete e imagina.
Por minha formação como psicanalista, alguns instrumentos desenvolvidos pela tradição psicanalítica podem contribuir para esse trabalho: a atenção à associação livre, ao inconsciente, aos sonhos, às repetições, às resistências, às fantasias e às formas singulares pelas quais cada pessoa produz sentidos para sua própria história.
Também dialogo com a tradição junguiana, sobretudo em sua atenção à vida simbólica, à imaginação e aos processos de individuação psíquica.
É importante, entretanto, fazer uma distinção: Terapia Astrológica não é Psicanálise.
Aqui, conceitos provenientes da Psicanálise e da Psicologia Profunda entram em diálogo com uma prática explicitamente astrológica e simbólica. Diferentemente do atendimento psicanalítico, o mapa natal e seus ciclos participam diretamente do processo de investigação.
O Tarot é um conjunto de 78 cartas chamadas comumente de arcanos (arcano = mistério, segredo), que estão divididas em dois grupos: os 22 Arcanos Maiores e os 56 Arcanos Menores.
O baralho "cigano" é constituído de 36 cartas, cada uma associada à figuras esotéricas e cada uma delas possui um significado próprio.
O Tarot pode ser utilizado não apenas como instrumento oracular, mas como um poderoso dispositivo de elaboração simbólica e autoconhecimento. Suas imagens permitem aproximar-se de experiências que nem sempre conseguem ser imediatamente traduzidas em palavras: conflitos, desejos, medos, fantasias, lembranças, possibilidades e momentos de transformação.
Em seu uso terapêutico, uma carta não precisa oferecer uma resposta fechada sobre o futuro. Ela pode funcionar como uma imagem mediadora, capaz de provocar associações: O que esta cena desperta em mim? Com qual personagem me identifico? O que me causa atração ou incômodo? Onde reconheço esta imagem em minha própria vida? Nesse sentido, o Tarot aproxima-se de práticas de imaginação e elaboração simbólica: a imagem não determina aquilo que alguém deve compreender, mas abre um campo no qual novos sentidos podem emergir.
É nesse ponto que meu trabalho também estabelece diálogos com a Arteterapia e outras práticas expressivas. Desenhar, pintar, escrever, produzir colagens, trabalhar com imagens, poemas, objetos ou pequenas composições simbólicas pode permitir que conteúdos difíceis de formular conceitualmente encontrem outras formas de expressão. A criação artística não precisa ser tecnicamente “boa”: seu valor está no processo de produzir uma forma para aquilo que se sente, imagina ou experimenta.
Tarot e práticas arteterapêuticas podem, assim, participar de um mesmo movimento: transformar experiência em imagem e imagem novamente em experiência, palavra e reflexão. Uma carta pode suscitar um desenho; um sonho pode tornar-se colagem; uma configuração astrológica pode inspirar uma produção poética; uma imagem espontaneamente criada pode revelar associações inesperadas. O símbolo deixa de ser algo que simplesmente interpretamos e torna-se algo com que podemos dialogar.
Esse trabalho pode favorecer autoconhecimento, criatividade, elaboração emocional e ampliação da imaginação, oferecendo outras vias para lidar com medos, culpas, vergonhas, perdas, conflitos e momentos de transição. Em vez de buscar apenas uma explicação racional para o sofrimento, cria-se um espaço no qual aquilo que ainda não encontrou palavras possa inicialmente encontrar uma imagem, uma cor, uma narrativa, um gesto ou uma forma.
No conjunto da Terapia Astrológica que desenvolvo, essas ferramentas podem dialogar com a leitura do mapa natal, os trânsitos, o Tarot e recursos provenientes da Psicologia Profunda. Não se confundem com a Psicanálise, embora minha formação psicanalítica inevitavelmente qualifique minha maneira de escutar associações, repetições, silêncios, fantasias e produções simbólicas.
O objetivo não é dizer à pessoa o que determinada imagem “significa”, mas ajudá-la a construir uma relação mais rica com seu próprio universo simbólico. Afinal, às vezes uma imagem consegue começar a dizer aquilo que a palavra ainda não conseguiu formular.
Exemplos das Tiragens:
Astrologia não precisa servir para aprisionar pessoas em identidades.
“Sou assim porque sou de determinado signo” talvez seja justamente o contrário daquilo que uma investigação astrológica profunda pode produzir.
Um mapa natal contém tensões, ambiguidades, contradições e possibilidades. Somos muito mais complexos do que nosso signo solar, nosso ascendente ou qualquer configuração isolada.
Por isso, meu trabalho procura evitar tanto o fatalismo quanto a banalização.
Não pratico uma Astrologia reduzida a memes, estereótipos ou fórmulas simplistas sobre signos. Embora essas formas populares possam ter seu lugar como entretenimento, meu trabalho está comprometido com as consequências filosóficas, históricas, simbólicas e existenciais da Astrologia.
Isso não significa que uma consulta precise se transformar em uma aula de filosofia.
Pelo contrário: um dos desafios do meu trabalho é transformar conceitos complexos em perguntas que façam sentido para a vida concreta.
Como tenho amado?
Por que determinadas situações parecem se repetir?
Que relações estabeleço com meu corpo, meu desejo, meu trabalho e minha história?
O que uma crise está exigindo de mim?
O que preciso conservar?
O que talvez precise terminar?
Que possibilidades ainda não consegui experimentar?
É nesse território que a Astrologia pode tornar-se uma verdadeira prática de conhecimento de si.
A Astrologia sempre esteve atravessada por uma questão difícil: destino ou liberdade?
Meu trabalho procura habitar justamente essa tensão.
Existem condições que não escolhemos. Nascemos em determinado tempo, corpo, família, cultura e circunstância histórica. Encontramos limites. Sofremos perdas. Somos atravessados por acontecimentos que escapam ao nosso controle.
Mas reconhecer condicionamentos não significa necessariamente entregar-se ao fatalismo.
Uma leitura astrológica pode ajudar a reconhecer ciclos, tensões e momentos particularmente significativos. Porém, saber que determinado trânsito está acontecendo não elimina a responsabilidade por aquilo que fazemos com ele.
O céu pode oferecer uma linguagem para pensar o tempo.
Ele não precisa se transformar em desculpa para deixar de viver.
Nesse sentido, quanto mais profunda se torna a Astrologia, menos deveria servir à terceirização das escolhas.
Conhecer uma configuração astrológica não significa obedecer a ela. Significa ampliar a consciência das forças que atravessam determinado momento e, dentro das condições possíveis, procurar estabelecer com elas uma relação mais consciente.
Astrologia e sofrimentos contemporâneos
As pessoas não chegam a uma consulta apenas por curiosidade.
Frequentemente chegam em momentos de passagem: separações, mudanças profissionais, conflitos familiares, crises afetivas, lutos, solidão, medo do futuro, perda de sentido ou simplesmente a sensação difícil de que alguma coisa precisa mudar sem que ainda seja possível saber exatamente o quê.
Também carregamos sofrimentos característicos de nosso tempo: ansiedade diante do futuro, comparação constante, excesso de exigência, medo de fracassar, culpa, vergonha, inadequação, dificuldade de estabelecer vínculos e a sensação permanente de estar atrasado em relação à própria vida.
A Terapia Astrológica não promete eliminar todas essas experiências. Ela procura oferecer instrumentos para atravessá-las com maior consciência.
Autoconhecimento, nesse sentido, não significa apenas descobrir qualidades agradáveis sobre si mesmo. Às vezes significa reconhecer limites, contradições, ressentimentos, medos, desejos difíceis e padrões que insistimos em repetir.
O autoaperfeiçoamento que me interessa também não corresponde à exigência contemporânea de sermos permanentemente melhores, mais eficientes ou mais produtivos. Trata-se de algo diferente: tornar a própria existência progressivamente mais consciente, responsável e habitável.
Quando isso acontece, determinados medos, culpas, vergonhas, embaraços e sofrimentos podem adquirir outros sentidos. Alguns podem diminuir. Outros podem ser elaborados. E aquilo que não pode simplesmente desaparecer talvez possa ser carregado de outra maneira.
Astra inclinant, sed non cogunt
"os astros inclinam, mas não determinam"
@astrologiakironiana