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13/02/2021 21:35:57
A humanidade sempre se perguntou se era possível, quando e como seria seu fim, tais suposições são ricas em diversidades como por exemplo: desastres naturais, um vírus mortal, criaturas de outro planeta e também uma criação nossa.
O termo inteligência artificial foi cunhado por John McCarthy em 1956 quando ele presidiu a primeira conferência sobre o assunto, mas a jornada para descobrir se as máquinas podem pensar surgiu um pouco mais de uma década antes. O engenheiro norte americano Vannevar Bush publicou em 1945 em um seminário o “As We May Think” em que o autor propunha um sistema que expandisse o conhecimento e compreensão das pessoas.
A primeira vez que o termo robô foi utilizado foi em 1920 na obra do autor tcheco Karel Čapek a peça R.U.R. (Rossum's Universal Robots) foi encenada pela primeira vez em 1921 em Nova Iorque. Porém o autor que mais ajudou a disseminar o conceito foi o bioquímico e escritor russo Isaac Asimov, onde em 1950 foi publicado o primeiro de seus contos que tardiamente seriam compilados no livro Eu, Robô onde discorriam histórias sobre os produtos da empresa fictícia ""United States Robots and Mechanical Men”, nessa companhia existiam profissões como psicólogas de robôs que ajudavam a lidar com questões morais e paradoxos.
A inteligência artificial e robôs estão também presentes em nossa realidade, seja nos meios de produção, em nossas redes sociais, sistemas de trânsito, as áreas de atuação de ambos é infindável. É graças ao advento dessas tecnologias que possuímos produtos fabricados com perícia milimétrica, recebemos publicidade sobre produtos que se esteja procurando, e até tenhamos carros que se dirigem sozinhos.
Mas o que acontece quando o que deveria auxiliar os humanos desempenham um papel totalmente diferente? Em 18 de Março de 2018 ocorreu o primeiro caso de atropelamento de um carro autônomo. Um carro experimental da empresa americana Uber, circulava com um motorista de segurança atrás do volante quando colidiu e matou a Elaine Herzberg de 49 anos.Esse fato levanta algumas questões: caso o carro tivesse que escolher entre matar o seu motorista ou pessoas inocentes nas ruas? Apesar de sempre ser algo terrível e assustador a perda de uma vida, mas acidente de trânsito é a causa da morte de aproximadamente 1,35 milhões de pessoas todos os anos (2020, OMS), notamos esse em especial exclusivamente por ser autônomo ? E ainda, não é aplicável nesse caso, mas o trânsito seria mais seguro se todos os veículos fossem autônomos? Que tipo de regulamentação deveria existir?
Além disso, no âmbito social, a humanidade está cada vez mais polarizada, uma das causas são os algoritmos de redes sociais. Visando a permanência dos usuários, as redes manipulam o que seus usuários veem, mostrando apenas o que agrada cada pessoa, impossibilitando uma maior pluraridade de idéias. Não apenas no espectro político e social, mas também cultural, é cada vez mais difícil encontrar novos livros de um autor que você não conhece, sobre um tema que não é comum a suas outras leituras, assistir novos filmes e séries que são de um gênero diferente do de costume, ou até mesmo ouvir um novo grupo musical de um gênero que você nunca imaginou que fosse apreciar, criando bolhas.
Todas essas perguntas requerem um debate extenso, extrapolando todas as possibilidades, alguns acreditam que seja um cenário impossível, mas o cenário de robôs e IA buscando o extermínio, ou a escravização da raça humana não é uma visão muito agradável. Tanto que pessoas influentes na ciência e tecnologia como o falecido físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, o magnata sul-africano Elon Musk e o engenheiro e um dos fundadores da Apple, o norte americano Steve Wozniak insistiram na não utilização de inteligência artificial no âmbito armamentista. Além disso, há a necessidade de uma maior regulamentação do uso na vida das pessoas, sobretudo sem ao menos o conhecimento e consentimento de usuários.
A presença de robôs e inteligência artificial estão se tornando cada vez mais indispensáveis em nossa sociedade, cabe a nós garantirmos que esta presença seja positiva e não para o oposto.
Haenlein, M., & Kaplan, A. (2019). A brief history of artificial intelligence: On the past, present, and future of artificial intelligence.
World Health Organization, Road traffic injuries, 2020 Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/road-traffic-injuries> Acesso em: 12/02/2021
Gibbs, S, Musk, Wozniak and Hawking urge ban on warfare AI and autonomous weapons, The Guardian, 2017 Disponível em: <https://www.theguardian.com/technology/2015/jul/27/musk-wozniak-hawking-ban-ai-autonomous-weapons> Acesso em: 12/02/2021
Piper, K, It’s 2020. Where are our self-driving cars?, Vox, 2020 Disponível em: <https://www.vox.com/future-perfect/2020/2/14/21063487/self-driving-cars-autonomous-vehicles-waymo-cruise-uber> Acesso em: 12/02/2021