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13/02/2021 21:15:33
A ideia de Inteligência Artificial, que é uma maneira de fazer as máquinas simularem a inteligência de um humano, surgiu por volta da década de 1920, e desde então, essa ideia se tornou cada vez maior e atualmente está presente em praticamente tudo no dia a dia da sociedade. As tecnologias de inteligência artificial estão revolucionando o mundo e provavelmente irão continuar por um bom tempo.
Os principais objetivos das tecnologias de Inteligência Artificial são fazer com que as máquinas “treinem” e “aprendam” com um conjunto de dados fornecido, para conseguir reconhecer padrões e tomar o máximo possível de decisões “certas” e desta forma, melhorar a vida dos humanos facilitando a realização de tarefas ao longo do tempo.
Existe muitas vantagens de se utilizar Inteligência Artificial, alguns exemplos são: Melhora na tomada de decisões, Automação de atividades, Redução de erros operacionais e Atendimentos otimizados ao público, pois as soluções inteligentes são capazes de realizar previsões mais rápidas e mais precisas, o que faz com que muitas tarefas possam ser robotizadas, o que diminui erros humanos, reduzindo assim dificuldades e custos.
Porém, com tantos avanços tecnológicos nesta área, alguns métodos são questionáveis em relação à ética. Uma pesquisa feita na Universidade Stanford divulgou o Gaydar, que é um algoritmo de inteligência artificial, que identifica homossexuais em fotografias de sites de namoro. O objetivo deste algoritmo era proteger esses indivíduos, entretanto, poderia pôr em risco a privacidade e segurança dos mesmos, o que ocasionou inúmeros protestos. Ainda nesse contexto, um sistema para medir o grau de periculosidade de criminosos e determinar a pena do condenado, foi aderida em alguns estados americanos, com objetivo de tornar as decisões judiciais menos subjetivas. Esta solução, baseada em inteligência artificial, porém, sofre muitas constatações, principalmente por se tratar de “deixar” a decisão de vidas humanas serem tomadas por máquinas.
Um outro exemplo é o dilema ético dos carros autônomos, que ainda não está em prática, mas a ideia possui inúmeros pontos positivos, como segurança, redução de poluição e o fim dos congestionamentos, o que segundo o estudo “Self-Driving Vehicles, Robo-Taxis, and the Urban Mobility Revolution”, reduziria 90% dos acidentes de trânsito e 80% de gases poluentes e acabaria com os engarrafamentos, o que melhoraria a qualidade de vida. Contudo, existem questões a serem pensadas como em questões de acidentes fatais com os carros, eles que vão decidir quem vai morrer. Por exemplo, um carro inteligente está dirigindo sozinho para casa com uma pessoa dormindo dentro dele, e aparece uma criança na rua. O carro deve ser “ensinado” a desviar da criança para evitar o acidente, mas se estiver em um local, que ao desviar, pode ocasionar um acidente ao próprio carro, ocasionando a morte da pessoa dentro do carro. Nesses casos, o que o carro inteligente deve fazer? É uma pergunta muito difícil de se responder por questões éticas.
Além disso, a integração dessas tecnologias inteligentes na sociedade trazem e trarão muito desemprego, pois a mão de obra será facilmente trocada por robôs em alguns empregos, que podem ser reproduzidos totalmente ou parcialmente de forma automatizada. E assim como todas as áreas tecnológicas, a inteligência artificial, com certeza será utilizada de forma maliciosa por algumas partes, seja para obter dados de outros, ou até mesmo para causar danos reais. A ideia da tecnologia inteligente dominando o mundo, já está se tornando realidade, porém algumas pessoas não se utilizam desta para não se tornarem reféns, como por exemplos, é conhecido o fato de que um piloto de avião não utiliza o piloto automático o tempo todo, para não perder suas habilidades de pilotar. Dito tudo isso, é esperado que com o crescimento da inteligência artificial, a preocupação com as questões éticas e com a desigualdade social e econômica sejam também levadas em conta para que as pessoas responsáveis por controlar as tecnologias inteligentes não “controlem o mundo”.