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22/01/2021 12:11:27
"É normal encontrarmos pessoas, principalmente por meio de mídias sociais falarem de ética e moral, no entanto grande parte dessas pessoas por vezes nem sabem conceituar corretamente esses dois conceitos, no qual a maioria confundem moral com ética e vice-versa, causando assim confusão e difundindo o conhecimento de maneira errônea, por isso é necessário ter um senso crítico e saber diferenciar para não perpetuar erros alheios.
Segundo o dicionário a palavra ética vem do grego ethos e significa caráter, disposição, já moral vem do latim mos, mores que significa costume, hábito, embora parecidos, mas há suas particularidades, a moral diferentemente da ética é mutável, varia de acordo com o tempo e a situação, pode-se citar como exemplo o fato de na década de 40 uma pessoa saísse de short curto era considerado imoral, era inapropriado o ato de uma mulher saísse desacompanhada, hoje isso não mais acontece, pois os hábitos mudaram, deixando assim de ser imoral.
Já o fato de iludir uma pessoa para tirar vantagem dela, era antiético na década de 40 e ainda hoje continua sendo, ou seja, a ética é algo relativo ao caráter, logo não muda com o tempo, mas se solidifica com o mesmo, no entanto muitas práticas cometidas hoje, inclusive por nós mesmos são consideradas antiéticas, no entanto devido ter se tornado tão comum nos passa despercebidas, como é o caso de fazer um download de um jogo pirata, um filme ou até compartilhar um livro que tem direitos autorais.
Devido o fato de algumas práticas antiéticas ter se tornado tão comum que as pessoas não sentem receio de cometê-las, é que a justiça para coibi-las tornou essas práticas crimes e atualmente com o advento da segurança cibernética isso tem se intensificado cada vez mais, segundo a matéria do olhar digital a “polícia federal derruba site de torrents brasileiro como parte da ‘Operação Copyright’”, isso é uma forma de coibir essas práticas que além de ser antiéticas é criminosa.
Há quem diga que privar as pessoas do conhecimento por meio de cláusulas de patenteamento ou de direitos autorais seja imoral, talvez seja, mas será que não seria imoral uma pessoa gastar tempo, recursos para desenvolver algo, para que depois pessoas que não contribuíram em nada, ganhasse de forma fácil todo esse investimento e não desse nada em troca.
Na época da monarquia isso seria perfeitamente aceitável, ou seja, seria moral e até certo ponto obrigatório, as pessoas produziam bens e a maior parte desses bens era dado de “presente” ao rei, assim percebemos que a moral é algo que se ajusta ao longo do tempo, logo varia diante do contexto em que se analisa, diferentemente da ética.
Se há pessoas que apoiam o livre compartilhamento, também há as que são contra, no qual divulgam na internet que é antiético, imoral, criminoso a prática de compartilhamento de forma não autorizada, entretanto por vezes a mesma pessoa que critica é a mesma que pega o wi-fi do vizinho sem permissão, fura a fila, não concede o assento a uma pessoa idosa, tudo isso são práticas antiéticas que nós negligenciamos e são consideradas antiéticas.
Com isso percebemos que nem sempre o que é ético praticamos, embora deveríamos cometer tal ação, mas como ser humanos tendemos praticar aquilo que não nos parece errado ao nosso bom senso ou quando aquilo não nos acarreta uma consequência negativa, como é o caso do voto eleitoral, por vezes nem queremos votar, mas somos obrigados, pois isso acarretará consequências, seja de natureza financeira ou jurídica.
Logo devemos nos policiar diariamente para não nos incorremos em práticas antiética que são consideradas “normais” no nosso dia a dia, pois não podemos cobrar de alguém algo que nem ao menos somos capazes de praticar, mesmo que nos venha o sentimento de injustiça, no sentido que eu faço as coisas certa e o outro não faz, não podemos nos deixar corromper, claro é impossível de não se corromper em uma sociedade tão corrompida, mas devemos fazer o máximo para evitar tal prática, pois se cada um fizer sua parte as próximas gerações pensarão de forma diferente da atual."