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16/01/2021 22:17:18
Quando paramos para pensar sobre o termo computação e informática, no caso de pessoas que vem a mente, majoritariamente são de homens, como Bill Gates, criador da Microsoft, Steve Jobs, criador da Apple, Mark Zuckerberg, criador do Facebook ou até mesmo Gabe Newell como criador da Valve e a Steam. Desse ponto podemos observar que majoritariamente os homens dominam do que se diz a parte de tecnologia, mas qual o motivo, razão ou circunstâncias esse fenômeno tende a ocorrer? E quais as consequencias disto? E quais as soluções que podem ser propostas?
As mulheres participaram de vários pontos de importância na tecnologia, computação e informática no passado como a própria Irmã Mary Kenneth Keller que desenvolveu a linguagem de programação BASIC, ou Jean Sammet que influenciou na criação da linguagem de programação COBOL, mas por que nós não encontramos mais o nome de mulheres de influência na área de tecnologia voltada à computação? Podemos ver isso de forma estatística, que quando foi fundado o curso de Ciências da Computação no IME da USP no ano de 1974, das 20 pessoas que cursaram o curso 14 eram mulheres e 6 eram homens, representando 70%, já em 2016 dos 41 alunos 6 eram mulheres, que representa 6 %.
Essa baixa também pode ser vista em outros cursos da USP, que nos últimos 5 anos das pessoas formadas em Ciências de Computação eram 9%, de Engenharia de Computação eram 6% e em Bacharelado em Sistemas de Informação 10%. Você pode perceber que a taxa foram decaindo com o decorrer dos anos com a criação dos computadores pessoais, pois na época, a década de 60 os computadores eram mais focados no secretariado, em que sua grande maioria eram composto por mulheres, e é visto pois os computadores também era somente para fazer cálculos, e a área de matemática era predominantemente dominada pelas mulheres, por esse motivo que quando ocorreu o surgimento dos cursos de computação eles eram mais predominante dominado pelas mulheres.
Outro ponto que deve ter influenciado esse afastamento das mulheres para as áreas de tecnologia e computação foi um preconceito criado em cima em que a área de exatas e computação era “coisa de menino”, e com décadas de preconceito impregnado disso fica na cabeça do popular. Isso foi observado quando os computadores pessoais começaram a chegar ao público, quando além do computador pessoal ser uma maquina de calculos, elas faziam outros processos, entre eles reproduzir jogos, em que já nos anos 80 era visto como algo inteiramente para o público masculino.
Um ponto que pode ser observado é que na época em que o curso de computação foi criado na USP, era formado mais por mulheres pois o curso era mais ligado com o curso de matemática, além de que, como foi dito pela professora Maria Elisabete Bruno Vivian, que foi a primeira formanda do curso de computação da USP, em que esse numero de mulheres eram grandes, pois já existia o curso de Licenciatura de computação, que quando foi criado o Bacharelado a maioria das mulheres que faziam parte de licenciatura foram para o Bacharelado, pois perceberam que existia uma alta empregabilidade com altos salários.
Os impactos da ausência das mulheres na área da computação tem impactos significativos, isso em questão cultural, onde está ligado esse preconceito em que as mulheres são muito mais ligadas às áreas de humanas que exatas, além de que precisa de um outro ponto de vista das mulheres em questão de desenvolvimento tecnológico em que majoritariamente é por homens, além da profissão vai ficar de nicho.
Também é visto a falta de incentivo que existe para as mulheres seguirem a carreira, pois como foi criado um estigma de que a área da computação é exclusiva de homens e para tentar contornar isto são criadas várias instituições e vários incentivos para que as mulheres se interessem pela computação, como o blog chamado: Mulheres na Computação, o blog que tem o maior gap em questão de mulheres na computação, ou a própria sociedade brasileira de computação criou um forum especifico com estratégias para haver o engajamento das mulheres da computação, para que se interessem, ou até mesmo a universidade de são francisco que criou um curso de férias para meninas do segundo grau.O ponto todo é que precisamos desde cedo incentivos como por exemplo ocorre na universidade de são franciso, em que desde cedo é feito um incentivo para que seja removido esse preconceito sobre a área de computação em geral.
Por que as mulheres “desapareceram” dos cursos de computação? - Jornal USP
Mulheres na Computação | Camila Achutti | TEDxUSP
As dez mulheres mais importantes da história da tecnologia