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05/12/2020 18:04:35
O e-commerce, comércio eletrônico, vem crescendo no decorrer dos últimos anos, de braços dados ao crescimento da popularização de smartphones e a melhoria e ampliação de alcance da internet, trazendo consigo avanços na forma de oferta e procura de produtos, comodidades e mudanças de hábitos em nossa sociedade. Ainda que enfrente alguns riscos, motivo pelo qual muitos não se aventuram, o comércio digital continua crescendo mesmo diante de crises econômicas e mais recentemente com a pandemia, abrindo portas para maiores projeções em investimentos em aperfeiçoamentos das tecnologia atuais e criação de novas.
O desenvolvimento das tecnologias envolvendo redes de computadores permitiu o surgimento com comércio eletrônico, cominando no surgimento das duas grandes maiores empresas do ramo na década de 90, o eBay e a Amazon. No Brasil, Submarino e Americanas.com foram umas das pioneiras e ajudaram a popularizar esse tipo de comércio normalmente usando como diferencial o preço menor em muitos produtos, se comparado às lojas físicas, e a comodidade de comprar e receber em casa. Essa comodidade somada a popularização dos smartphones a partir de 2010, levou seus usuários a terem na palma de suas mãos, a facilidade de comprarem na hora e onde quiserem. Cientes disso, as empresas investiram mais e mais em e-commerce e empresas como Google e Facebook passaram a ter posse do bem mais valioso nessa nova realidade, dados dos usuários. Por meio desses dados é possível traçar perfis e focar propagandas de forma muito mais eficiente, aumentando a chance do possível consumidor comprar em sua loja virtual. Atualmente é muito comum que um usuário ao procurar por um determinado produto no Google, passe a receber propagandas de e-commerces diferentes desse mesmo produto. Essa exposição dos dados, somado a alguns problemas pontuais que podem ocorrer numa compra on-line como extravio de produto ou compra feita em um site de e-commerce falso ainda afastam muitos usuários. Contudo, a criação de leis, como a Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), e o código de defesa do consumidor que em geral é eficiente no Brasil, em conjunto com a maior informação dos cuidados nas compras on-line, reduzem a cada ano essa fatia de usuários que temem usar o comércio eletrônico.
De acordo com o Movimento Compre&Confie, o crescimento do e-commerce brasileiro em 2020 até o mês de Agosto foi de 56,8% se comparado com os oito primeiros meses de 2019. Ainda que o tíquete médio, a divisão o faturamento total pelo número de vendas do período, tenha reduzido de R$ 420,78 para R$ 398,03, o número de transações efetuadas cresceu 65,7%, indo de 63,4 bilhões para 105,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2020. Com esse crescimento, a projeção para o ano de 2020 saltou de 18% para 30% no acumulado anual. Esse contínuo crescimento, mesmo diante de crises econômicas ressalta o investimento nesse ramo e aumenta a sofisticação como o uso de drones para entregas de pedidos. A gigante do e-commerce, Amazon, já fez investimentos nessa área para construir seu próprio sistema de entrega por drone. A pandemia do Corona vírus aumentou o foco no comercio digital, visto a impossibilidade de sair de casa e o isolamento social. Empresas como Sony e Microsoft lançaram seus novos consoles com vendas apenas digitais a princípio, para evitar aglomerações. Essa necessidade de comprar de forma on-line ajudou no aumento da divulgação das vantagens nesse estilo de compra, desde a possibilidade de poder comparar preços em diferentes lojas facilmente, característica bem ressaltada em datas comerciais como a Black Friday, até a comodidade de estar em casa e administrar melhor o uso do tempo. Para as empresas, o e-commerce proporciona a redução custos, economizando com o número de funcionários e manutenção de espaços físico associados ao alcance de novos clientes de forma mais efetiva, focado no seu perfil.
O desenvolvimento comércio eletrônico tem sido benéfico para ambas as partes envolvidas, seja para o consumidor que dispõe de ferramentas para encontrar o produto que deseja no melhor preço sem precisar sair de casa, seja para as empresas que aumentam seus lucros por esse modelo de comércio dispor de menor custo e que a cada ano confirma seu crescimento e justifica o investimento na melhoria contínua. Atrelado ao aumento do uso de smartphones e consequentemente o aumento dos usuários de internet, podemos esperar um futuro promissor para esse modelo, com o aprimoramento de tecnologias associadas, ao mesmo tempo em que leis e normas serão criadas para proteger e manter a integridade de ambos os lados, reduzindo mais e mais a desconfiança de alguns e ampliando as oportunidades de novas empresas, novas ideias e novas facilidades surgirem.
SHIAVINI, Rodrigo.O future do eCommerce. O que mudará nas Lojas Online em 10 anos?.Smarthiny, 2020. Disponível em: <https://www.smarthint.co/o-futuro-do-ecommerce-o-que-mudara-nas-lojas-online-em-10-anos/>. Acesso em 05/12/2020.
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