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03/12/2020 22:02:58
O E-commerce, ou comércio eletrônico, é aquela modalidade de comércio que é realizada através de meios eletrônicos, como a internet, e que vem crescendo exponencialmente ano após ano, sendo um tipo de transação comercial de escala global que fica aberta 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Apesar de hoje andar lado a lado com a internet, o conceito principal de comércio eletrônico surgiu muito antes do aparecimento da rede mundial de computadores. O E-commerce nasceu em 1888, quando uma fabricante de relógios chamada Sears começou o princípio básico da venda a distância, enviando seu catálogo para os clientes e recebendo as encomendas por telégrafo, após os consumidores decidirem por um dos seus relógios. Porém, um dos que utilizou este conceito significativamente e revolucionou para sempre como os consumidores poderiam comprar e vender produtos foi Jeff Bezos, que em 1995 fundava a livraria virtual Amazon.
A causa do surgimento de sites como a Amazon foi uma verdadeira transformação em nossa sociedade e em como consumimos produtos e serviços. Não era mais necessário sair de casa para se comprar uma determinada mercadoria, e também não estávamos mais presos a uma ou duas lojas para fazermos nossas compras. Por causa disso, as empresas começaram uma correria para se atualizar, criando versões virtuais de suas lojas físicas, e rompendo as fronteiras que as impediam de ofertar um produto X que só havia na sua loja Y. Porém, assim como algumas lojas se atualizaram e conseguiram se manter no mercado, outras não suportaram o aparecimento e crescimento desenfreado do comércio eletrônico, fechando as portas, ou estando em vias de fechar, como é o caso das livrarias físicas.
É interessante notar que, apesar de numa primeira impressão termos a ideia de que o comércio virtual se restringe na venda de produtos por uma empresa para um consumidor final, modalidade esta conhecida por B2C (business-to-consumer), isso não é bem a verdade. Existem vários tipos de E-commerce, como o comércio eletrônico de empresa para empresa (B2B, ou business-to-business); o comércio eletrônico de empresa para a administração pública (B2A, ou business-to-adminstration); o comércio eletrônico de consumidor para consumidor (C2C, ou consumer-to-consumer), além de outras.
Mas nem tudo são flores para o E-commerce. Apesar de seu crescimento ser enorme, e de ser inegável a transformação que seu aparecimento causou na sociedade, nem todo mundo confia nas chamadas lojas virtuais, preferindo as lojas físicas, e vários cuidados devem ser observados antes de se fechar um negócio virtualmente. Problemas são vistos o tempo todo por aqueles que estão por dentro do comércio eletrônico, como produtos que chegam ao seu destino com avarias, pessoas que recebem um produto diferente do que pediu, e os golpes virtuais, que são muitos. Sites com preços muito abaixo do mercado devem ser olhados com desconfiança ou evitados, e na dúvida quanto a uma determinada loja virtual, é melhor recorrer a websites que listam os problemas de outros usuários para se ter certeza de que é confiável, como o ReclameAQUI.
Uma das coisas mais interessantes no surgimento do comércio eletrônico é que, além do próprio comércio ter sido quase que forçado a se adaptar, o sistema de pagamentos também teve uma evolução, surgindo alternativas que aumentavam as opções antes restritas ao boleto bancário e o cartão de crédito. É o caso do PayPal, por exemplo, que se tornou uma opção segura de se fazer um pagamento, e mais recente o Pix, do Banco Central. Novas tecnologias estão sempre na mira do comércio eletrônico, que já esboça o que virá num futuro nem tão distante, com novas modalidades surgindo. É o caso do M-Commerce (Mobile Commerce), o comércio eletrônico móvel, onde o celular será o centro de todas as transações; o T-Commerce (Television Commerce), o comércio eletrônico pela televisão, onde a compra poderá ser feita pelo próprio aparelho, graças a TV Digital; e os sites especializados em produtos virtuais, como Netflix e a própria Amazon, que disponibilizam um acervo de filmes, séries e livros (e-books) para serem consumidos de forma totalmente virtual. Isso tudo sem falar no comércio eletrônico por meio das redes sociais (S-Commerce, ou Social Commerce), como Facebook e Instagram, que já iniciaram suas ações.
O fato é que, vinte e cinco anos depois da criação da Amazon, e também do eBay, outra rede enorme criada em 1995 e que chacoalhou o mundo comercial, o E-commerce continua a crescer. Sempre em ascensão, o comércio virtual hoje faz parte da cultura de nossa sociedade, transformando completamente a forma como as pessoas compram produtos e serviços. Trazendo alguns números atuais, no Brasil, no primeiro semestre de 2020, o E-commerce registrou um crescimento de 47% segundo uma pesquisa realizada pela Ebit, sendo a maior alta em 20 anos. Efeito da pandemia? Talvez, mas a verdade é que o comércio eletrônico veio para ficar."
4ward. O Que é Comércio Eletrônico (e-Commerce)?. 2014. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=OrDcVj1hTGc>. Acesso em: 02 nov. 2020.
COMÉRCIO eletrônico. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_eletr%C3%B4nico> Acesso em: 02 nov. 2020.
SCHNAIDER, Amanda. E-Commerce cresce 47%, maior alta em 20 anos. meio&mensagem, 2020. Disponível em: < https://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2020/08/27/e-commerce-cresce-47-maior-alta-em-20-anos.html/>. Acesso em: 02 nov. 2020.
O que você precisa saber sobre comércio eletrônico. Sebrae, 2017. Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-voce-precisa-saber-sobre-comercio-eletronico,1a19d1eb00ad2410VgnVCM100000b272010aRCRD/>. Acesso em: 02 nov. 2020.