Percurso Formativo

Isaac Antonio Camargo

Franca/SP/Brasil/24/10/1951

Este é um resumo do meu percurso de formação em Arte Visual como professor e artista , nele apresento uma visão geral do caminho que desenvolvi neste contexto. Para ver meus trabalhos, por favor, clique acima, à direita na Página inicial, agradeço a visita.


Formação Acadêmica:

Graduação: Licenciatura em Desenho e Plástica

Especializações: Arte Educação

Mestrado: Educação

Doutorado: Comunicação e Semiótica

Atuação profissional:

2015 – Atual: Professor do Curso de Arte Visual, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande – MS

2010-2015: Professor no Curso de Design, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis - SC

2009-2010: Professor do Curso de Arte Visual da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia - MG

1976-2009: Professor Curso de Arte Visual, Universidade Estadual de Londrina, Londrina – PR

Formação profissional e artística:

Posso dizer que meu percurso de formação se desenvolveu a partir do interesse e prazer que tive, desde a infância, por atividades manuais. Acredito que a curiosidade das crianças é um indicador de interesses e vocações, mas nem sempre as famílias estão atentas a estes indicadores e, por isso, não apoiam ou reforçam tais interesses. Explorar várias áreas de conhecimento é um recurso importante para formar pessoas mais aptas a enfrentar os desafios do mundo atual, principalmente quando isto ocorre a partir da infância. Nesse sentido tive a sorte de contar com uma família que reconhecia isto e possibilitou o desenvolvimento de meus interesses pessoais.

Na adolescência, de 1963 a 1968, frequentei uma escola de formação profissional dedicada à área industrial. Nesse ambiente tive contato como o Desenho geométrico, técnico e artístico, bem como, manuseio e uso de ferramentas, máquinas e aparelhos manuais e elétricos no campo da marcenaria, serralheria, eletricidade, metalurgia e mecânica. Tal contato proporcionou o aprimoramento de minhas habilidades manuais e cognitivas dedicadas à idealização e à invenção que mostraram o caminho para a criatividade e criação.

A aproximação com o contexto técnico aumentou meu interesse pela realização de atividades que envolvessem projetos nos quais pudesse usar tais habilidades levando-me a escolher uma formação superior em uma área na qual pudesse aplica-las. A escolha foi pelas Artes Plásticas, num curso superior regular universitário chamado de Desenho e Plástica no qual havia uma simbiose entre dois universos: o técnico, representado pelo conceito de Desenho e o estético, da arte plástica, representado pela Plástica, além disso, a estrutura curricular contemplava a formação Licenciada, possibilitando também uma aproximação com o contexto do ensino em arte.

Dada a esta formação estética, prática e pedagógica optei por me dedicar ao ensino no campo da Arte como principal vertente profissional na qual construí minha carreira profissional docente. Contudo a criação artística foi mantida como vertente paralela. Desde o início de meu curso em 1972, atuei no ensino infantil e médio entre 1973 até 1975 em disciplinas de Educação Artística. No ensino superior, de 1976 até hoje, no ensino superior de Arte. Neste campo de ensino atendi às áreas de História e Teorias da Arte, Desenho, Fotografia, Animação entre outras disciplinas nas quais tive oportunidade de atuar.

Ao mesmo tempo, como professor em instituições de superior, além do ensino na graduação, pude me dedicar também a outras atividades de administração universitária como a de gestão de galeria institucional, editora e comunicação. Paralelamente a isto complementei minha formação acadêmica pós-graduada em especializações, mestrado e doutorado possibilitando também que atuasse na formação de mestres e doutores.

Embora a exigência de minha carreira acadêmica docente tenha tomado a maior parte de minhas atividades ao longo do tempo, não deixei de explorar, experimentar e manter, desde os primeiros anos de formação e atuação profissional minha produção artística que se estendeu desde a década de 70 para as de 80 e 90 do século passado até hoje. Mesmo afastado do circuito de arte, com poucas participações em salões, mostras e exposições mantive sempre, mesmo que pequena, a produção artística.

Atualmente, nas condições profissionais de Professor na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, MS, pude organizar minhas atividades e manter, além das atividades de Ensino, nas disciplinas de História da Arte e Gestão em Arte Visual que ministro regularmente, um Projeto de Pesquisa em Arte que possibilita o desenvolvimento de atividades de caráter estético/didático/pedagógico como parte integrante e integral da produção acadêmica institucional dada a peculiaridade das condições que caracterizam as atividades do Professor/Artista/Pesquisador no campo do Ensino Superior de/em Arte.

A relação entre o Ensino de Arte e a Produção Artística é simbiótica e, pedagogicamente, dependentes uma da outra, complementando-se mutuamente. Considero que docentes dos cursos de Artes devem ter opção e condições de associar Produção e Ensino como estratégia de Pesquisa com o fim de ampliar e aprofundar tanto a compreensão quanto a análise e conhecimento sobre e em Arte promovendo maior completude entre teoria e prática entre o pensar, o fazer, o ensinar, bem como, difundir tal produção.

Me considero, portanto, um Professor/Artista, Sob esta ótica é possível dizer que minhas proposições surgem do processo de ensino no qual estou inserido e integrado e, por consequência, dialogam com o contexto da Arte Visual Moderna e Pós-Moderna. As habilidades manuais que fizeram parte de minha formação educacional foram complementadas no percurso de formação em Artes Plásticas, de caráter Moderno, ampliadas pelo potencial criativo de caráter conceitualista/propositiva decorrentes da formação artística e das atividades docentes de pesquisas e ensino.

Defino os trabalhos que desenvolvo como experimentais. São obras exploratórias, propositivas e investigativas que recorrem a soluções estéticas e a materiais tradicionais ou contemporâneos sem preocupação com estilos ou escolas. Seguindo o percurso histórico da Arte reconheço a influência ou aproximação com uma ou outra tendência, bem como a inspiração motivada pelas propostas de artistas como: Antoni Tàpies, Bem Nicholson, Franz Kline, Marcel Duchamp, Helen Frankenthaler, Hélio Oiticica, Jackson Pollock, Joan Miró, Mira Schendel, Kasimir Malevich, Pablo Picasso, Paul Klee, Pierre Soulages, Robert Motherwell, Robert Rauschenberg, Shinoda Toko, entre outros que me estimulam a buscar por meio da gestualidade, da materialidade e da auto-expressão as fontes primárias de criação, seus desdobramentos conceituais a expansão e apagamento de fronteiras poéticas.

As poéticas operadas em meus trabalhos não são escolhidas de antemão, à priori, surgem por meio da manipulação e experimentação de recursos, processos e materiais, tanto o desenho, a fotografia, a escultura quanto as montagens conceituais ou objetos encontrados geram séries que surgem dos desafios, proposições, problematizações, da exploração de vários aspectos: sejam matéricos, plásticos ou conceituais. São tais propostas que produzem sentido e significação tomando por base e referência as qualidades sensíveis/sensórias dos materiais, formas e objetos.